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DIAL P FOR POPCORN

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MISSION: IMPOSSIBLE - GHOST PROTOCOL



Ethan Hunt (Tom Cruise) regressou ao grande ecrã, cinco anos depois da desilusão com o terceiro filme da saga, para demonstrar que está vivo e de muito boa saúde. Começo por vos informar que Missão Impossível é um filme, no meu entender, muito direccionado para o público-alvo, para o adepto do género, do conceito e da personagem. Não recomendaria este filme a uma pessoa que não tenha gostado de nenhum dos filmes anteriores porque, se há coisa que sabe bem em Ghost Protocol, é repararmos que, ao fim de tantos anos, Ethan Hunt e a sua equipa regressam às origens e satisfazem a nossa nostalgia pela acção impossível, pelas cenas impossíveis e pela história impossível.


Tudo no filme é irreal e até o mais acérrimo dos fans consegue aceitar e perceber isso. Mas, se nos deslocamos à sala para ver uma Missão Impossível, sabemos para o que vamos e sabemos aquilo que esperamos. E é partindo desta ideia basilar, que fomenta o filme e as personagens, que nascem algumas incongruências e algumas debilidades que fragilizam o filme e que levam um apreciador de cinema a ficar de pé atrás, relutante em aceitá-lo como um filme bem conseguido. Se partir do princípio que Ghost Protocol é um filme do vale tudo, então aceito que a cabeçada monumental que Ethan Hunt dá contra a estrutura do edifício Burj Khalifa (numa das cenas mais intensas e bem conseguidas de todo o filme) não lhe cause um único arranhão. Se quiser analisá-lo de um ponto de vista racional, lógico e puramente cinematográfico (algo que penso ser desadequado), então temos aqui um filme bem conseguido que acaba, as espaços, por ser manchado por alguns erros clamorosos no que toca a segurança e razoabilidade das situações.


Quanto à história, se o leitor tiver visto algum dos filmes anteriores facilmente percebe que, sendo Ghost Protocol (e nisso, honra lhe seja feita) um filme que satisfaz por completo os fans do conceito inicial e regressa às origens do grande sucesso dos primeiros dois filmes, Tom Cruise e a sua equipa (Simon Pegg, William Brandt e Jane Carter) participam num filme carregado de cenas de acção, que se baseia nas sempre intrigantes teorias da conspiração, que motivam não só os personagens, como o espectador, a viver com intensidade as cenas que se desenrolam até ao clímax de toda a novela.

Nota Final:
C+


Trailer:





Informação Adicional:
Realização: Brad Bird.
Argumento: Josh Appelbaum e André Nemec.
Ano: 2011.
Duração: 133 minutos.

Temporada 2011/2012 - Janeiro



De regresso ao Blogue depois de uma longa ausência por motivos técnicos, peguei naquela que é uma das minhas crónicas favoritas. A Temporada avança depressa e estamos cada vez mais perto do seu final (em Abril, quando já todos os grandes candidatos Oscars (e outros que ficam de fora não por demérito próprio mas por culpa de quem elabora a lista dos felizes contemplados à publicidade mundial das estatuetas douradas) tiverem estreado por Portugal e regressarmos à pasmaceira que é o Cinema em Portugal entre Abril e Outubro.






Começamos pela próxima quinta-feira, dia 5 de Janeiro, que será marcada por duas estreias interessantes e um super-valorizado blockbuster. Destaco Martha Marcy May Marlene, um filme que conta com uma surpreendente Elizabeth Olsen no papel de Martha, uma rapariga que regressa à sua família depois de dois anos de ausência para um retiro hippie e que desenvolve um mundo paralelo, que a atormenta e a persegue, transformando o filme num thriller neurótico e asfixiante. Conta ainda com o meu actor favorito na actualidade, John Hawkes, um indivíduo que nunca sabe estar mal e que carrega com uma estonteante emoção e intensidade cada papel que faz. Se o trailer não convencer o leitor, sugiro então My Week with Marilyn (com Michelle Williams no papel da diva dos anos 50) ou então, se o objectivo for aliviar o stress e limpar a cabeça da pressão do regresso ao trabalho depois das festividades natalícias, o segundo filme de Sherlock Holmes A Game of Shadows, cujo trailer me desiludiu e me desmotivou por completo.






Na semana de 12 de Janeiro, temos uma das grandes estreias para a corrida aos Oscars deste ano, Moneyball, com Brad Pitt a fazer um dos melhores papeis (americanos) do ano como treinador de uma equipa de Baseball. É, sem margem para dúvidas, a grande estreia desta semana. Mas há mais, caso o trailer e o actor não impressionem ou cativem o leitor. A semana será marcada, também, pela estreia de Tomboy de Céline Sciamma, um dos grandes sucessos do cinema francês em 2011, e ainda Impardonnables, outro filme francês, menos badalado que o anterior, mas para o qual tenho imensas expectativas.






No dia 19 de Janeiro, mais estreias que poderão convencer o leitor. Destaco como filme da semana The Girl with the Dragon Tattoo, baseado no sucesso mundial de Stieg Larsson. Explico porquê. Embora esta saga já tenha sido adaptada ao cinema numa versão sueca pelos realizadores Niels Arden Oplev e Daniel Alfredson, chega a vez de David Fincher, numa versão completamente independente e distinta da sueca, arriscar a sua sorte e tentar supreender os acérrimos fans da história de Lisbeth Salander. Mas há mais para ver. Aquela que é a minha aposta pessoal para o Oscar de Melhor Actor Principal (basta verem o trailer e percebem como foi feita mesmo à medida da estatueta e da academia), George Clooney, chega às salas de cinema a 19 de Janeiro com o filme The Descendants, onde interpretará o papel de um pai viúvo que tenta reconciliar-se com as suas duas filhas. O trailer a mim não me cativou e achei, desde logo, uma história morna e pouco interessante. Mas é apenas uma questão de gosto de pessoal e não nego a possibilidade de ser um filme capaz e com qualidade. Na terceira semana de Janeiro, estreará também nos cinemas um filme que, pese embora eu considerar que está um pouco sobrevalorizado, poderá chamar a atenção dos fans de filmes de acção. Warrior, um filme que junta Tom Hardy e Joel Edgerton no mesmo ringue de luta livre, num drama intenso e carregado de acção e momentos de luta, bem ao jeito dos apreciadores do género.






Por fim, a 26 de Janeiro, estreia marcada para J. Edgar, o novo filme de Clint Eastwood, que conta com Leonardo DiCaprio no papel principal de um filme que tem recebido uma forte crítica (negativa) a nível internacional, mas para o qual me preparo com grande ansiedade e com fortes expectativas. Desde sempre me habituei às críticas fáceis ao trabalho de Eastwood e prefiro uma análise pessoal à análise de críticos de revistas internacionais.

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