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DIAL P FOR POPCORN

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127 HOURS (2010)


Na divisão que eu e o Jorge fizemos, em relação aos principais filmes na corrida aos Oscars deste ano, 127 Hours foi possivelmente a escolha que mais gozo me deu preparar. Para mim, é muito fácil aceitar um novo filme de Clint Eastwood ou dos irmãos Coen. Sou um enorme fan de ambos e, como tal, a probabilidade de vir aqui ao blogue criticar o seu trabalho é muito pequena.


No entanto, com Danny Boyle a história é outra. Em primeiro lugar, desde o início que olhei de lado para este 127 Hours: considerava-o, não só pelo trailer como pela amostra de Slumdog Millionaire, mais um super-inflacionado blockbuster de Hollywood. Em segundo, porque (e pese embora Boyle tenha feito Trainspotting) detestei o Slumdog e considero-o, ainda hoje, uma história de um nível bastante medíocre. E por último, não esperava que uma história de um tipo preso a uma pedra durante 127 horas fosse particularmente interessante.


A verdade é que Danny Boyle, James Franco e este 127 Hours me surpreenderam. As minhas expectativas em relação ao filme eram baixas (de todos os nomeados, só The Kids Are All Right, que não vi nem tenciono ver, me despertava menos curiosidade). E seria muito fácil chegar aqui e começar a inúmerar diversas razões para criticar o novo trabalho de Danny Boyle. Seria demasiado fácil: 127 Hours é um filme forçosamente demasiado parado. Não tem como não o ser. No entanto, partindo deste handicap, poderemos observar 127 Hours de um outro ponto de vista.


O argumento não é fenomenal, mas é intenso. O papel de James Franco não é memorável nem marcante, mas revela uma paixão e uma entrega digna de um actor maduro, com claras perspectivas de um grande papel dentro de poucos anos. O trabalho de Danny Boyle é claramente o melhor de 127 Hours: Adoro a forma como Boyle filma, os planos impossíveis que consegue inventar e que garantem uma panorâmica totalmente inovadora e ímpar na maneira como toda a história nos é apresentada. Já em Slumdog Millionaire, este havia sido o único ponto positivo que consegui retirar de toda a história.


Mas 127 Hours é claramente melhor do que Slumdog Millionaire. Não é uma história que garanta tanta adesão por parte do grande público como o fez Slumdog, mas vai ser certamente uma história que deixará muitas pessoas rendidas a um ideal de vida, a uma força que ultrapassa as capacidades de um comum mortal: Aron Ralston (James Franco) é um jovem adepto da adrenalina e da Natureza. Habituado a grandes desafios, entrega os seus tempos livres à descoberta dos lugares mais reconditos do Grand Canyon, local que adora e conhece como a palma da mão.


É na tentativa de explorar o Blue John Canyon que algo inesperado lhe acontece: Enquanto penetra por entre as rochas, uma pedra solta-se e este acaba por ser arrastado para as profundidades dos rochedos, escondido do mundo e com o braço direito imobilizado. 127 Hours retrata os momentos de desespero que Aron viveu enquanto esteve preso, entre a vida e a morte, e a forma como corajosamente enfrentou as adversidades.

É sem dúvida uma história que dificilmente se esquece, e um indivíduo como uma bravura digna de poucos. É isso que torna 127 Hours, um filme monótono, numa história interessante e num bom momento de cinema.


Nota Final: B+

Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Danny Boyle
Argumento: Simon Beaufoy e Danny Boyle
Ano: 2010
Duração: 94 minutos

TRUE GRIT (2010)


Juntar os irmãos Coen a um Western é o equivalente a colocar uma cereja no topo de um enorme e delicioso bolo. Para mim, esta combinação é o equivalente a um sonho que se torna realidade. Já o disse aqui, por diversas vezes, que estes são os meus realizadores favoritos, em actividade, e como tal, sendo eu um fan de Westerns, vê-los a colocar a sua magia num género cada vez mais esquecido e ostracizado, deixa-me indescritivelmente feliz.


Saí feliz, contente, realizado e convencido da sala de cinema. Todos os actores de True Grit estão a um nível altíssimo: Jeff Bridges espalha charme e versatilidade pelo ecrã, numa prestação de grande qualidade e que, infelizmente, não será devidamente recompensada com o Óscar de melhor actor; Hailee Steinfeld, justifica a nomeação e deixa no ar a perspectiva de uma grande carreira, com uma natural propensão para papéis carismáticos e intensos; Matt Damon, certamente num dos papéis mais divertidos de toda a sua carreira, o meu favorito deste filme, e a prova de que os Coen fazem o que querem de um actor; Por fim, Josh Brolin, com apenas 10 ou 15 minutos de protagonismo, num papel diferente daquele a que nos habituou, mas pleno de oportunismo e extremamente bem aproveitado.


Ora bem, fui ao cinema sem sequer ver o trailer de True Grit. E fiquei, como já vos disse, verdadeiramente agradado. Não existisse uma obra-prima chamada Biutiful, e True Grit seria certamente o meu favorito deste ano.


Adaptado do livro de Charles Portis, Ethan e Joel Coen não deixam os créditos por mãos alheias. A magia de um filme dos Coen é a imprevisibilidade dos acontecimentos. A qualquer momento, uma cena emocionante de verdadeira partilha de amor entre duas pessoas, pode natural e espontaneamente, dar lugar a uma cena do humor negro e ácido com que os Coen me conquistaram.


A base da história, vou tentar resumi-la em poucas linhas: Ao ver o seu pai ser assassinado às mãos do cruel oportunista Tom Chaney (Josh Brolin), Mattie Ross (Hailee Steinfeld) decide vingar a morte do seu progenitor e partir à procura do responsável pela sua morte. Para a ajudar, contrata um temível e impiedoso Marshal, Reuben J. "Rooster" Cogburn (Jeff Bridges) e partem no encalço de Chaney. Cedo percebem que não são os únicos a quererem a cabeça do fora-de-lei: LaBoeuf (Matt Damon), um Ranger do Texas, persegue o mesmo assassino há diversos meses a mando de uma abastada família do Texas. Juntos, partem numa atribulada aventura, onde serão diversos os obstáculos a ultrapassar e constantes as dificuldades com as quais se irão deparar.


True Grit é um filme cheio de garra, cheio de personalidade, cheio dos Coen, cheio de humor negro, cheio de carisma, cheio de momentos únicos. True Grit é um filme que os fans dos Coen vão amar. True Grit é a prova de que os Coen nunca falham: são uma máquina de fazer cinema com qualidade, um fenómeno da sétima arte e uma das poucas razões pelas quais ainda vale a pena ver o Cinema produzido nos Estados Unidos.

Notal Final: A-

Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Joel e Ethan Coen
Argumento: Adaptação de Joel e Ethan Coen, a partir do livro de Charles Portis
Ano: 2010
Duração: 110 minutos.

LES QUATRE CENTS COUPS (1959)



Antoine Doinel é uma criança problemática. De mentira fácil, tem na instabilidade do seu lar o ponto de partida para uma vida cheia de problemas que o leva a causar distúrbios na escola e na sociedade.


A despegada relação que tem com a sua mãe, que o trata como um criado obrigando-o a realizar grande parte da lida da casa sob a desculpa de ter muito trabalho e uma vida difícil, faz com que Antoine seja uma criança abandonada à sua sorte e uma presa fácil para o mundo do crime.


Expulso da escola, Antoine toma a decisão de não regressar a casa, não só pelo medo de enfrentar os pais mas também para evitar as consequências de mais uma asneira na escola: a prometida transferência para o colégio militar, onde os seus pais o ameaçam colocar a cada carta da escola.



Não é fácil explicar-vos aquela que é, certamente, uma das melhores obras de François Truffaut. Em Quatre Cents Coups, o realizador francês conta-nos a adorável história de um rapaz abandonado ao seu destino. Um destino que não escolheu, uma opção que foi forçado a tomar, fruto da irresponsabilidade e ausência dos seus pais. E no meio de toda esta história de (e para) gente graúda, Truffaut não esquece a essência do filme: Quatre Cents Coups é uma história sobre uma criança e é em deliciosos pormenores, como a cena final, em que as ideias e desejos mais puros e inocentes das mesmas vêm ao de cima, transportando este filme para um patamar superior. Um patamar onde só entram os grandes filmes.

Nota Final: A-


Trailer:


Informação Adicional:
Realização: François Truffaut
Argumento: François Truffaut
Ano: 1959
Duração: 99 minutos

Revisão da Década e Top Filme: Biográficos (2000-2009)

E hoje é domingo, portanto dia de mais um Top Filme. 

Aproveitando a onda e uma vez que ainda andamos em revisão de temporada e de década - e já que ainda há uns tempos falámos disto no nosso grupo do Facebook, cá vai a minha lista com os meus dez filmes biográficos favoritos.

Menção Honrosa:
PERSEPOLIS (2007)
Só porque é autobiográfico, não propriamente biográfico. Uma obra fascinante.


#10:


MARIE ANTOINETTE (2005)
O filme menos amado de Sofia Coppola. Possivelmente, no entanto, o mais atrevido e original.


#9:


MAR ADENTRO (2004)
Uma lição de vida para todo o sempre. Uma luta que nos serve de exemplo.


#8:


THE AVIATOR (2004)
Aquele que muitos consideram ser o melhor filme de Martin Scorcese em mais de uma década.


#7:


 CONTROL (2007)
Sam Riley mergulha fundo na personalidade, no físico e no talento puro que é Ian Curtis.


#6:


BRIGHT STAR (2009)
Despercebido ou desprezado, um romance belíssimo pela mão da mestre Jane Campion.


#5:
 

KINSEY (2004)
Liam Neeson, Laura Linney e Peter Sarsgaard em topo de forma. Alfred Kinsey nunca pareceu tão interessante.


#4:



INTO THE WILD (2007)
Um filme que não deixa ninguém indiferente.


#3:


HUNGER (2008)
Depressivo mas reflexivo, um filme que nos marca.


#2: 


MILK (2008)
Irrepreensivelmente filmado, realizado, editado, extraordinariamente actual e pertinente.


#1:


THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD (2007)
Uma eulogia lindíssima, uma dedicatória fabulosa a um dos maiores fora-da-lei do seu tempo.



E para vocês, quais são os melhores filmes biográficos da década?

ÓSCARES 2011: Mudanças na cerimónia


E hoje trago-vos notícias com um ou dois dias já mas que me parece pertinente partilhar:

A Academia decidiu trazer de volta as prestações musicais para a cerimónia, com Zachary Levi, Mandy Moore e Alan Menken ("I See The Light"), Randy Newman ("We Belong Together"), Gwyneth Paltrow ("Coming Home") e A.R. Rahman ("If I Rise") já a postos para se apresentar em palco. No lugar de Dido, que é a intérprete original que acompanha Rahman em "If I Rise", é Florence Welch, dos Florence + The Machine, que ocupa o seu lugar.

Por outro lado, contudo, a Academia decidiu acabar com duas partes que eram, para mim, das minhas favoritas da cerimónia:

A Academia eliminou as montagens dos vários géneros cinematográficos ao longo da cerimónia, só mantendo o habitual "In Memoriam" (acompanhado vocalmente, este ano, por Céline Dion). Os discursos vão ser ainda mais limitados. E, mais importante que isto, o novo formato de apresentação, imposto desde 2008, vai voltar a sofrer modificações. Aparentemente, a apresentação das categorias de actuação vai manter os cinco apresentadores, mas não no papel que lhes coubera em 2008/2009 e 2009/2010. Segundo os produtores deste ano, a ideia é copiar a cerimónia de 1970, na qual entravam cinco apresentadores em palco, cada um com o seu envelope e anunciavam o nome de um dos nomeados. No fim disto, todos abriam o seu envelope e, obviamente, só um dos envelopes é que continha o nome escrito. Tudo isto, segundo os produtores, para poupar tempo.

Muito sinceramente, não sei é uma boa ideia. Uma vez que se mantém a mesma ideia base, não sei se aprecio muito - para quê, afinal? Trazer cinco estrelas a palco só para isto? Enfim. De vez em quando a Academia sai-se com cada uma.

Abaixo vos deixo ficar com a lista (ainda falta anunciar alguns nomes) de apresentadores oficiais:
  • Annette Bening
  • Halle Berry
  • Cate Blanchett
  • Russell Brand
  • Jeff Bridges
  • Sandra Bullock
  • Celine Dion*
  • Robert Downey Jr.
  • Florence Welch*
  • James Franco (apresentador)
  • Tom Hanks
  • Anne Hathaway (apresentadora)
  • Hugh Jackman
  • Nicole Kidman
  • Jude Law
  • Zachary Levi*
  • Alan Menken*
  • Helen Mirren
  • Mandy Moore*
  • Randy Newman*
  • Gwyneth Paltrow*
  • A.R. Rahman*
  • Marisa Tomei
  • Oprah Winfrey
  • Reese Witherspoon



Que vos parecem estas novas ideias da Academia?

EXIT THROUGH THE GIFT SHOP (2010)






Uma vez que os Óscares estão a chegar, resolvi falar-vos aqui no blogue sobre uma das categorias de que mais gosto (a par do prémio para melhor filme estrangeiro) e que muitas vezes fica esquecida no meio de todo o barulho criado à volta das "grandes estrelas".

Para começar esta categoria, apresento-vos hoje este curiosíssimo "Exit Through the Gift Shop", cujo título enigmático me deixou com a pulga atrás da orelha. O próprio cartaz é brilhante, sendo o resultado de um sentido de arte definitivamente fora do vulgar.


Confesso-vos que até meio do filme eu não entendi o propósito do documentário. E a estrela por detrás desta ideia só nos é revelada ao fim de cerca de meia hora de filme: Thierry Guetta, que durante boa parte do filme se encontra por detrás de uma câmara a filmar todos os passos dos mais carismáticos artistas de rua do mundo (entre eles Bansky e Space Invader), decide pôr em prática a sua imaginação e começa a criar a sua própria exposição.



"Exit Through the Gift Shop" é um documentário sobre o (ainda desconhecido) mundo da arte de rua, que vai desde os graffitis aos desenhos politicamente incorrectos. É uma perspectiva da arte vista por dentro deste mundo que, à luz da lei, é ainda obscuro e ilegal.


No entanto, para mim, "Exit Through the Gift Shop" acaba por ser a história de como um homem absolutamente vulgar, sem nenhuma capacidade aparentemente extraordinária de criar algo diferente e inovador, conseguiu vingar no mundo da arte, transformar-se numa estrela e viver à custa dos lucros de algo que acidentalmente criou. Thierry Guetta é uma estrela improvável e "Exit Through the Gift Shop" prova-nos o porquê.


Nota Final:  
B


Trailer:



Informação Adicional:
Realização: Bansky
Argumento: Thierry Guetta, Bansky, Space Invader
Ano: 2010
Duração: 87 minutos

O Ano em Revista: As Melhores Novas Séries


Quase que não dava para eu fazer, sequer, uma lista com os dez melhores. A temporada de 2010-2011 foi realmente fraca em séries de qualidade. Depois de ter visto os pilotos quase todos (excluí logo uns dez cujo interesse era nulo), chego à conclusão que a programação de qualidade que este novo ano nos trouxe se resume a estas dez séries e pouco mais.


#10: Raising Hope (FOX)


#9: Harry's Law (NBC)


#8: Better with You (ABC)


#7: Lights Out (FX)


#6: The Walking Dead (AMC)


#5: Boardwalk Empire (HBO)


#4: Episodes (SHOWTIME)


#3: Rubicon (AMC)


#2: Terriers (FX)


#1: Shameless US (SHOWTIME)



Dizer só que ainda faltam vários pilotos estrearem, um dos quais é "Body of Proof", que poderá se calhar fazer parte desta lista no Verão, quando revisitar este top ten (outra é "Mr. Sunshine", que acabou de estrear e que eu gostei, mas sobre a qual me parece prematuro tecer comentários). Parece-me que vou espreitar ainda "The Borgias", "Game of Thrones", "Terra Nova" e mais um ou outro, mas pouco mais. Para referência, deixo-vos ficar ainda com a minha escolha de pior drama do ano ("Undercovers") e de pior comédia ("Running Wilde").


E agora pergunto: quais foram as séries que mais gostaram e que mais vos desapontaram este ano?

ESPAÇO DE CULTO: Michelle Pfeiffer


ESPAÇO DE CULTO é uma nova rubrica do Dial P For Popcorn que se dedica semanalmente a valorizar, a idolatrar, a adorar uma das nossas actrizes favoritas, tanto pelo seu aspecto físico, como pela sua filmografia.

Vou tentar ir escolhendo uma actriz por década, mais ou menos. A desta semana é...

MICHELLE PFEIFFER




Sem qualquer dúvida uma das minhas actrizes favoritas do final dos anos 80 e início dos anos 90, Michelle Pfeiffer só ainda não tem o seu lugar reservado no panteão da história do cinema porque, como a tantas grandes actrizes como Glenn Close ou Annette Bening, lhe falta o prémio máximo: um Óscar. Pode não parecer importante, mas é. Tanto o é que as três se tornaram conhecidas por isso. São as três grandes actrizes do final dos anos 80 a quem falta ganhar o Óscar. A elas juntaria Julianne Moore e Kathleen Turner. Cinco grandes injustiças, portanto.

 

Dona de uma belíssima voz, proprietária de um dos rostos mais bonitos que alguma vez agraciaram o cinema - que ainda hoje, com 50 anos e algumas rugas, se encontra notavelmente conservado, esta loira que mostrou ao que veio pela primeira vez, a sério, em Scarface de Brian de Palma, no início dos anos 80, viria a revelar toda a sua qualidade com um one-two-three punch no dobrar da década: foi sublime em Dangerous Liaisons de Stephen Frears, um dos meus filmes favoritos de sempre e com não uma, mas duas grandes interpretações femininas (Pfeiffer e Close, ambas enormemente roubadas nos Óscares nesse ano), derreteu-me o coração e enfeitiçou-me para sempre em The Fabulous Baker Boys, o papel que a devia ter lançado em definitivo para a ribalta e dado o Óscar que ela tanto merecia (não fosse o sentimentalismo foleiro da Academia em premiar a octagenária Jessica Tandy) e foi felina e impressionante em Batman Returns de Tim Burton - ainda hoje não consigo imaginar mais ninguém desempenhar aquele papel com tanto instinto, intensidade e personalidade como Pfeiffer (e é, sem dúvida, a melhor vilã da filmografia, a par do The Joker de Heath Ledger).



Depois disto, ainda tentou a sorte com a Academia mais uma vez, num filme feito propositadamente para caçar Óscares (Love Field) e, depois de surgir em The Age of Innocence, a actriz desapareceu. Ou melhor, deixou de tentar. Passou a dedicar-se a comédias românticas foleiras nas quais era, invariavelmente, o único ponto de interesse, sendo que para mim a única excepção a essa regra esteve em One Fine Day, contracenando com George Clooney, que foi para mim o melhor par que Pfeiffer alguma vez teve em filmes, a par de Jeff Bridges.


Esta grande actriz ainda tentou uma espécie de retorno à ribalta por duas vezes: em 2001 e 2002, com I Am Sam que valeu a Sean Penn uma nomeação para Óscar e com White Oleander, uma adaptação de uma obra-prima de grande sucesso, onde Pfeiffer é, sem qualquer dúvida, brilhante mas que não conseguiu grande tracção para prémios; e o ano passado, com Chéri, uma nova parceria com Stephen Frears que desta vez não produziu os resultados esperados. Felizmente, a actriz já disse que quer trabalhar mais esta década; infelizmente, o único grande projecto que tem para já é a continuação da horrível comédia romântica Valentine's Day, de seu nome New Year's Eve. Esperemos ao menos que o rumor de que Tim Burton a quer para Dark Shadows seja verdade.

Seja como for, para mim pelo menos, Michelle Pfeiffer terá sempre um lugar cativo no meu coração e no meu pensamento, mais não seja pela icónica Catwoman que protagonizou:




ÓSCARES 2011: Anne Hathaway e James Franco


Depois de ver isto, só tenho a dizer: promete. E com isto a cotação dos dois comigo está a começar a subir para níveis exagerados de fandom.






Estão convidados, pois, para no dia 27 seguirem os Óscares, seja pela ABC, pela TVI ou... por aqui. Sim, o DIAL P FOR POPCORN vai fazer mais um liveblogging. Não percam.