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DIAL P FOR POPCORN

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Revisão da Década: Melhores Bandas Sonoras (Parte 1)

Não é uma rubrica per se, até porque não sei se vou fazer mais do género - este post ainda vem na continuação da Revisão da Década que eu andava a fazer no antigo blogue, em que falei dos meus Melhores Filmes da Década (aqui), nos Melhores Actores (aqui) e Melhores Actrizes (aqui). Talvez ainda pegue em realizadores (se bem que estava a pensar falar deles na rubrica "Pessoas da Década". E até porque ainda não tinha falado de música aqui no blogue novo, decidi que era altura.

Aviso desde já também que nisto só entram Bandas Sonoras Originais (daí a exclusão de algumas como "The Boat That Rocked" e "(500) Days of Summer").

Então cá vão, por ordem ascendente, as minhas 25 bandas sonoras favoritas dos anos 2000.

Nesta parte 1, vamos do #25 ao #13:


25. Alexandre Desplat, "The Painted Veil" (também por "Fantastic Mr. Fox", que não consegui colocar aqui na lista)


Quieta e emotiva, delicada e penetrante, a banda sonora de Desplat para a obra-prima de encanto visual de John Curran é belíssima. E o solo de piano de Lang é absolutamente celestial.

   


25. Thomas Newman, "Revolutionary Road" (também por "Road to Perdition")

Trabalho inestimável nos dois casos, bastante parecido nalguns aspectos, mas no geral a impressão que fica é de excelência. Potente, tocante e melodramática o quanto baste.




23. Elliot Goldenthal, "Frida"


Fresca, leve e com bastante musicalidade, a banda sonora de Elliot Goldenthal, premiada com o Óscar em 2002, é de sonho.

   


22. Air, "The Virgin Suicides"


Sofia Coppola disse que desde sempre soube que queria esta banda sonora feita pelos Air. O soft rock retro da banda combinou na perfeição com o tom dramático subtil do filme.




21. Michael Brook e Eddie Vedder, "Into The Wild"


Se Eddie Vedder dá um toque de sofisticação especial à banda sonora com as suas canções originais, como "Society", é Michael Brook que lhe dá alma com o seu toque mais rural, mais rústico, mais rude.




20. Howard Shore, trilogia "Lord of The Rings"


Imperial. Monumental. Poderosa. Fortíssima. Digna dos filmes a que pertence.




19. Clint Mansell, "The Fountain"


Divinal é a palavra que se pretende. Clint Mansell é um visionário, tal como o realizador com quem mais colabora, Darren Aronofsky. E esta banda sonora, efervescente e lustruosa iguala a beleza transcendente que transparece no ecrã.




18. Nick Cave e Warren Ellis, "The Proposition" (também por "The Road")


Porque são ambos dois filmes de John Hilcoat, ambos sombrios, deprimentes e opressivos e porque a ambos a banda sonora de Cave e Ellis dá uma importante ajuda. São o complemento ideal para digerar algumas das cenas mais viscerais.




17. Terrence Blanchard, "25th Hour"


Uma banda sonora meditativa, que se eleva nos momentos-chave, acompanhando a nossa corrente de emoções, desde a irritação, a frustração, a impotência, o incómodo, a rendição e a pena.




16. Michael Andrews, "Me and You and Everyone We Know"


Dizer que esta banda sonora é um dos principais motivos por o filme ser tão acarinhado é pouco. A simbiose de instrumentos criada por Michael Andrews é sublime, com cor e graciosidade para dar e vender.




15. Alberto Iglesias, "Volver"


As bandas sonoras dos filmes de Almodovar devem saber acompanhar bem a forma de fazer filmes do realizador. A música serve para nos fazer interiorizar melhor cada fala, cada cena, cada momento. E se há filme em que o compositor serviu na perfeição os preceitos de Almodovar, é em "Volver". Iglesias, um longo colaborador de Almodovar, pega no complexo melodrama familiar que o realizador espanhol idealizou e contruiu a partir daí uma banda sonora intricada, detalhada, complexa, como o próprio Almodovar gostaria.




14. Phillip Glass, "The Fog of War" (também por "The Hours")


As partituras de Glass são sempre muito ricas, seja para assuntos mais vivos como para assuntos mais depressivos - a de "The Hours", singela, silenciosa, sepulcral por vezes, tão diferente desta. Agora falo desta banda sonora para um documentário que eu só vi inicialmente para ouvir a banda sonora dele. Banda sonora fascinante, viva, furiosa, raivosa, com múltiplos clímaxes, bastante poderosa.




13. Carter Burwell e Karen O, "Where The Wild Things Are"


Ainda acho hoje um roubo sacrilegioso esta banda sonora não ter tido uma nomeação. Incrível a força como junta a alegria e a fantasia das crianças com uma imagem mais pálida, mais triste do mundo dos adultos. Harmoniosa, melodiosa e vibrante, mas também leve e melancólica.




Emmy 2010: Melhor Actriz, Comédia/Drama

A contar os dias para a cerimónia dos Emmy 2010, a decorrer no dia 29 de Agosto, achei que seria talvez interessante (pelo menos, para mim é) dar uma vista de olhos nos nomeados das categorias principais e ver quem são os favoritos à vitória (ou, pelo menos, os principais candidatos).


Depois de ter pegado em Melhor Actor, vamos às categorias de Melhor Actriz.


Para Melhor Actriz - Drama, as nomeadas foram (por ordem alfabética - as fotos também estão ordenadas assim):


Connie Britton, "Friday Night Lights"
Glenn Close, "Damages"
Mariska Hargitay, "Law & Order: Special Victims Unit"
January Jones, "Mad Men"
Julianna Margulies, "The Good Wife"
Kyra Sedgwick, "The Closer"

Uma lista de nomeados interessante e um ano em que de facto dou os parabéns aos Emmy por arrumarem com duas nomeadas pereniais (Sally Field e Holly Hunter - faltou ainda arrumar com Mariska Hargitay mas lá chegaremos... eventualmente!). De resto, merecidíssimo para Glenn Close, Julianna Margulies e January Jones, mais ainda para Connie Britton e pronto, se é para nomear alguém continuamente, seja alguém que 1) ainda não ganhou e 2) apresente sempre trabalho acima da média, como é o caso de Kyra Sedgwick. Pena é que mesmo assim excelentes actrizes como Anna Paquin e Katey Sagal, ambas já merecedoras de honra.

Abordando os episódios... ao contrário de anos passados, Connie Britton não teve um episódio em particular na temporada onde brilhasse (se bem que é a sua temporada, na íntegra, mais forte). Ainda assim, ela escolheu "After the Fall" que é indubitavelmente um dos episódios mais fortes da temporada e onde ela tem bons momentos, mas não deverá permitir-lhe a vitória. Glenn Close, bicampeã da categoria, escolheu um episódio onde ela incorpora tudo aquilo que foi Patty Hewes (fragilidade aliada a impenetrabilidade) esta temporada, "Your Secrets Are Safe" (ainda bem que a DirecTV salvou "Damages" de um final antecipado, pois a série não merecia) e é claramente uma das favoritas a ganhar. A outra favorita é seguramente a estreante Julianna Margulies, que é protagonista da série dramática da temporada (não há como roubar a "Glee" o título de série da temporada, não é?), "The Good Wife" e ela submete um bom episódio, "Threesome". Não é aquele que eu acho que seja o mais indicado para ela exibir os seus talentos, mas a vitória nos Globos de Ouro e nos SAG Awards indicam que ela tem o voto dos seus pares e será ela a favorita a ganhar. Não creio que Hargitay (mais do mesmo em outros anos, escolhendo um episódio habitualmente chocante, como é "Perverted"), que já venceu anteriormente e Sedgwick (que submeteu um episódio excelente - eu, que não acompanho a série regularmente, fiquei bastante surpreendido com "Maternal Instincts" pela positiva), que ainda não venceu mas já devia ter vencido, possam fazer mossa na corrida. A minha wild card é January Jones, que foi duas vezes roubada de uma nomeação nesta categoria em detrimento da colega Elizabeth Moss da mesma série, que este ano decidiu mudar para Melhor Actriz Secundária, no intuito de abrir lugar para Jones. A verdade é que Jones teria lugar, na minha opinião, mesmo com Moss nesta categoria, porque ela foi soberba a temporada inteira e em todos os episódios existem excelentes cenas para ela submeter. Ela escolheu "The Gipsy and The Hobo", que é sublime (eu preferia "Shut The Door, Have a Seat", o final de temporada, mas enfim) e, se formos a ver pelo valor individual dos episódios, ela ganharia.


Vamos agora a Melhor Actriz - Comédia. As nomeadas foram (por ordem alfabética - as fotos também estão ordenadas assim):
 
 
Toni Collette, "United States of Tara"
Edie Falco, "Nurse Jackie"
Tina Fey, "30 Rock"
Julia Louis-Dreyfus, "The New Adventures of Old Christine"
Lea Michele, "Glee"
Amy Poehler, "Parks and Recreation"

Eu senti-me orgulhoso por ter apostado em Louis-Dreyfus quando (quase) ninguém apostava antes de saírem as nomeações. Era difícil que, com o pedigree da actriz, com as nomeações em todas as temporadas, tendo já ganho uma vez, com a série a acabar e com o carinho por Seinfeld, a actriz fosse esquecida. E não foi. As restantes nomeadas seriam minhas escolhas na minha lista de Melhor Actriz - Comédia, daí que fiquei imensamente satisfeito com estas nomeadas. Claro que eu adoraria que em vez de Louis-Dreyfus a Academia tivesse decidido honrar uma última vez America Ferrera pela sua "Ugly Betty" ou Portia de Rossi por "Better Off Ted", ou que tivesse abandonado o preconceito inexplicável que têm contra Courteney Cox ("Cougar Town"), a única dos "Friends" não nomeada para um Emmy, ou que não tivessem arrumado com a excelente Mary-Louise Parker ("Weeds") apesar de uma horrível temporada, mas é assim a vida, não se pode ter tudo.

Há que dizer desde já que a possibilidade de qualquer uma das duas vencedoras anteriores repetir a proeza (Fey e Collette) é grande. "Torando!" é uma extraordinária amostra da capacidade, do talento e da qualidade de Toni Collette ao leme da série de Diablo Cody. É impressionante como ela consegue tornar um episódio em que todas as suas múltiplas personalidades, incluindo a mais recente, surgem e não ser uma valente confusão. E "Dealbreakers Talk Show #0001" será possivelmente o melhor episódio de Tina Fey desde a primeira temporada. E dos poucos desta temporada que eu achei equivalente aos de outros tempos. A nomeação de Poehler (que submeteu "Telethon", que não é de todo o seu melhor episódio da temporada) e de Louis-Dreyfus (que escolheu "I Love What You Do For Me" - eu não gostei, mas eu não consigo ser objectivo sobre esta série porque nunca a achei com piada) será já um prémio em si mesmo. Lea Michele teria algumas possibilidades, mas ao escolher "Sectionals" em vez de, por exemplo "Showmance" ou o episódio piloto, arruinou qualquer hipótese de surpresa. E depois veio Edie Falco e toda a gente sabe a relação de amor que os Emmy têm com ela graças a "The Sopranos" (3 vitórias em 6 nomeações, mais uma nomeação como actriz convidada em "30 Rock") - a prová-lo está a nomeação, vinda quase do nada, da sua série, "Nurse Jackie", para Melhor Comédia. Embora a corrida seja na verdade a três, Falco é a candidata principal e a sua escolha de episódio (submeteu o piloto) revela claramente inteligência.

THE GOOD, THE BAD, THE UGLY (1966)


É sempre dificil resumir em poucas palavras o nosso filme favorito. The Good, The Bad and The Ugly, filme que estreou em 1966, é sem dúvida o grande filme da minha vida.
É a obra-prima de Sergio Leone, um dos melhores (senão mesmo o melhor), realizadores de filmes Western, que tem no currículo outros bons filmes como o caso de A fistful of Dollars, For a few dollars more e ainda Once Upon a Time in the West.


The Good, The Bad and The Ugly conta a história deste três cowboys representados na fotografia e que passo a apresentar: O Bom (Clint Eastwood), o Vilão (Eli Wallach) e o Mau (Lee Van Cleef).
Embora o filme esteja envolvido por um conjunto de histórias paralelas que lhe dão consistência, tem como ideia principal a procura de um tesouro escondido que os leva a uma verdadeira cruzada (recheada de contra-tempos) pelo West. Não querendo mais uma vez adiantar-vos muito sobre o filme, quero apenas criar em vocês o apetite e o interesse para se sentarem e verem este filme. São 171 minutos de entretenimento e acção muitos constantes, mas com duas cenas que sobressaem no filme: O final (um clímax de cerca de 5 minutos que nos prende e quase nos faz saltar para o ecrã) e a Cena do Tiroteio (tal e qual acontecia no West, mas acompanhada da banda-sonora que a engrandece!)


Acho ainda importante realçar-vos a banda-sonora deste filme, que ficou sem dúvida para a história! Uma melodia muito simples mas incrivelmente acertada para a situação do filme. Indescritível! Assim que o filme começa somos abraçados pelo som desta música que nos contagia e nos transporta ao longo do filme. A música da cena final é também ela muito boa.

Quanto a interpretações, embora Clint Eastwood esteja na maior pinta da sua carreira e seja o bonitão de serviço, tenho obrigatoriamente que destacar Eli Wallach que soube aproveitar muito bem as potencialidades da sua personagem (controversa)e se apresenta neste filme com uma interpretação soberba!

Nota Final: A+++


Trailer: Infelizmente quase todos os trailers que estão no youtube são trailers com falhas. Este aqui é um trailer pequeno mas que vos dará uma boa ideia daquilo que é a acção e a banda-sonora deste filme.




Espero sinceramente ter-vos cativado para verem este GRANDE filme, que embora seja desconhecido, vale a pena conhecer!


Informações Adicionais:
Realização: Sergeo Leone
Produção: Alberto Grimaldi
Argumento: Sergeo Leone e Luciano Vicenzoni
Duração: 171 minutos
Ano: 1966

Soundtrack - (500) Days of Summer



"This is a story of boy meets girl. The boy, Tom Hansen of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day he met the one. This belief stemmed from early exposure to sad British pop music and a total mis-reading of the movie 'The Graduate'. The girl, Summer Finn of Shinnecock, Michigan, did not share this belief. Since the disintegration of her parent's marriage she'd only love two things. The first was her long dark hair. The second was how easily she could cut it off and not feel a thing. Tom meets Summer on January 8th. He knows almost immediately she is who he has been searching for. This is a story of boy meets girl, but you should know upfront, this is not a love story. "


Como é habitual às quartas-feiras, aqui fica a minha rubrica sobre uma banda-sonora que recomendo que ouçam! No caso deste filme, aconteceu que eu ouvi o CD da banda-sonora muito antes de ter visto o filme.
(500) Days of Summer é um filme sobre a paixão que floresce no "amor à primeira vista" e que nos faz, muitas das vezes, tentar mover montanhas para o agarrar. É filme levezinho, feito para nos embalar (com ajuda da sua grande banda-sonora!) e nos transportar para outra realidade sem que seja necessário, da nossa parte, um grande esforço. É um filme que dá prazer ver. Realizado por Marc Webb, conta com boas participações de Joseph Gordon-Levitt e de Zooey Dechanel.


Da sua extensa banda-sonora, onde se destacam Regina Spektor, Doves, The Clash ou até o próprio Joseph Gordon-Levitt (que faz questão de fazer duas boas covers para impressionar Summer!), realço os The Smiths com uma das mais bonitas músicas de amor que já ouvi: "There is a light that never goes out"

Trailers da Semana

Peço desculpa por ainda não ter deixado cá a minha crítica ao Toy Story 3 mas ela ainda não está como eu quero. E além disso tenho mais um ou dois posts sobre a Pixar que quero fazer, portanto... paciência que eu lá hei-de publicar. É o que dá decidir comprometer-me a muito.

Vamos a mais uma rubrica do blog, "Trailers da Semana", como referido a semana passada esta segunda publicação também é em plural e contém os 12 trailers que complementam os 13 da semana passada (ver aqui, se não se lembram). A partir da próxima semana, prometo que vão ser edições mais leves.


12. The Kids Are All Right


Tem tido excelentes críticas nos Estados Unidos onde já estreou há algum tempo. É a história de dois adolescentes (Mia Wasikowska e Josh Hutcherson) que decidem procurar o dador de esperma (Mark Ruffalo) das suas duas mães (Julianne Moore e Annette Bening). Comédia de Verão bastante prometedora.

11. Due Date


Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis. Todd Phillips, realizador de "The Hangover". Comédia feel-good. O tema parece interessante: o futuro pai Peter Highman tem que apanhar boleia com o aspirante a actor Ethan Tremblay para chegar a tempo ao nascimento do filho.


10. It's Kind of a Funny Story


Realizadores de "Half Nelson" e "Sugar". Keir Gilchrist, Zach Galifianakis, Emma Roberts, Lauren Graham e Viola Davis no elenco. Não é preciso saber mais, é? Posso ainda dizer que o livro no qual é baseado é um bestseller e a história é aparentemente bestial.

9. The Debt


Remake do filme iraniano de 2007, também intitulado "The Debt", que conta a história de três agentes Mossad. Sam Worthington, Jessica Chastain, Ciarán Hinds, Martin Czokas, Tom Wilkinson e Helen Mirren são os nomes principais do elenco. John Madden ("Shakespeare in Love") é o realizador.


8. Harry Potter and The Deathly Hallows, Part I


Magnificiência. E com Desplat como compositor da banda sonora. Tenho lugar asseguradíssimo na estreia, digo-vos já.

7. Biutiful


Já ganhou aplausos eufóricos em Cannes. Parece que Bardem tem lugar assegurado na lista de Melhor Actor, possivelmente uma vitória. E o filme parece ser dos maiores candidatos a Melhor Filme. Mais razões para o ver, haverá?

6. You Will Meet A Tall Dark Stranger


O novo do Woody Allen. Com um elenco bastante mais interessante que o anterior. Ainda assim, prevejo novo flop. Talvez para o ano, em Paris, Woody?

5. Let Me In


Alguém vai ter de me explicar qual a razão de existir este filme. O original sueco, sublime, é de 2008. Qual a pressa? Dito isto, parece excelente. Mas também... com o material que o precede... como não seria?

4. The Town


O novo projecto de realização de Ben Affleck, protagonizado por ele mesmo, Rebecca Hall, Blake Lively, Jon Hamm e Jeremy Renner, entre outros. Surpreendeu-me o trailer pela positiva. Parece excelente.

3. The Company Men


Também este protagonizado por Ben Affleck, foi etiquetado como "o novo 'Up in the Air'", o que cria logicamente em mim altas expectativas. Veremos. Realmente parece similar. Conta a história de vários homens que foram despedidos de uma companhia e a forma diferente como lidam com a situação.

2. Never Let Me Go


Claramente que me encheu o olho este trailer. Eu adorei o livro de Ishiguro, logo é natural que fique excitado por esta adaptação. Ainda por cima quando associado ao projecto está Sally Hawkins, Keira Knightley, Andrew Garfield, Carey Mulligan, Andrea Riseborough com mais outros nomes no elenco e no leme, na realização, está Mark Romanek ("One Hour Photo"). A minha primeira impressão é belíssima.

1. The Social Network



Dois trailers fascinantes para vender o conceito deste novo filme de David Fincher que tem ainda muito da sua história fechada a sete chaves. Do que vi e do que li, parece bastante promissor.

Retrospectiva Óscares: 2008

Como sabem, a rubrica "Retrospectiva dos Óscares" vai servir para fazer um pequeno balanço das cerimónias, desde o ano mais recente (2009) para trás, avaliando os seus pontos bons e as coisas mais fracas. Depois da análise a 2009, pegamos em 2008, um ano bastante controverso.

2008


A Surpresa e A Inclusão Mais Notória: Richard Jenkins ("The Visitor") e Melissa Leo ("Frozen River") nunca foram tidos com real consideração ao longo de toda a corrida, mas na hora de contar os votos, não foram esquecidos e com todo o mérito conseguiram as suas primeiras nomeações. Pena que havia outros que deviam ter sido nomeados (Sally Hawkins é, para mim, o exemplo mais gritante) que não tiveram a mesma sorte, tendo sido trocados por nomes mais sonoros (como o casal Jolie-Pitt).



A Exclusão Mais Significativa: este ano dói-me particularmente por os meus quatro favoritos terem sido supremamente maltratrados em todas as categorias (salvo "The Dark Knight", que recebeu 8 nomeações, mas obviamente que nas categorias técnicas iria sempre safar-se bem - era nas grandes que merecia ter sido recompensado e não foi), mas acho que a maior dor foi mesmo a exclusão de Sally Hawkins ("Happy-Go-Lucky"), completamente injustificada.


O Mais Merecido: Heath Ledger ("The Dark Knight"). Nenhuma outra vitória da noite lhe chega aos pés. Uma lenda para a eternidade, é desta forma grandiosa, abismal como The Joker, que Heath Ledger deixou a sua última imagem no mundo.

O Mais Imerecido: todo e qualquer prémio ganho por "Slumdog Millionaire" e "The Curious Case of Benjamin Button". Não consigo perdoar nenhuma das vitórias por achar que existiam bem melhores candidatos para os prémios.

O Desnecessário: mais um ano volvido, mais uma nomeação para Óscar e mais uma derrota para Meryl Streep. É um problema crónico e que me irrita profundamente, como vão poder continuar a perceber em retrospectivas mais para trás. Claro que todo o mundo sabia que Winslet nunca iria perder o Óscar, sobretudo depois de na manhã das nomeações ter sido a sua interpretação por "The Reader" a escolhida pela Academia e como protagonista, não como actriz secundária. Mas numa categoria em que só Jolie era inferior... Magoa imenso esta vitória (que, já agora, devia ter vindo há mais tempo já. Tipo 2004.)

O Pesadelo: ou a surpresa mais desagradável que podia parecer, como se queira dizer. Já bastava não um, não dois, mas três filmes medíocres fazerem parte da lista dos 5 nomeados para Melhor Filme (só "Milk" se safa nesse ano) e ainda tinha a Academia de arruinar com todas as hipóteses de eu vir a gostar minimamente da lista de nomeados ao trocar "The Dark Knight" por "The Reader" (que é, para mim, superior a "Frost/Nixon" e a "Slumdog Millionaire" de qualquer forma). Uma tragédia que, de qualquer modo, devíamos ter adivinhado pelos Globos de Ouro. Mas... e mesmo se quisessem ir contrariamente ao desejo do grande público e pegar em algo mais pequeno e mais artístico, porque não acolher "Rachel Getting Married" ou "The Wrestler" em vez disso? Enfim. É que não percebo. Podendo ter uma lista tão diversificada com "Rachel Getting Married", "The Wrestler", "Milk", "The Dark Knight" e "Wall-E", por exemplo, ou até metendo lá para o meio um dos tubarões ("Benjamin Button" ou "Doubt"), foram escolher aquilo? Ao contrário de 2007, este não é um ano para grande orgulho.

A Desgraça e O Incompreensível: como é que uma canção tão extraordinária como "The Wrestler" de Bruce Springsteen nem sequer é nomeada, semanas depois de ter vencido o Globo de Ouro, nunca hei-de saber. Além disso, como é que é possível que todo um inteiro conjunto de pessoas tenha preferido dar o prémio a uma música indiana sem qualquer chama ("Jai-Ho") em vez de o darem à ternurenta canção final de Wall-E, "Down To Earth", é algo que ainda hoje me choca. E havia mesmo necessidade de nomear duas músicas indianas sem qualquer piada?



A Melhor Vitória: Sean Penn por "Milk". Não me entendam mal, eu adorei Mickey Rourke, mas Sean Penn foi absolutamente inacreditável como Harvey Milk. Ninguém (e friso o ninguém) apostava nele quando saiu para a imprensa que o novo projecto do Gus Van Sant o ia ter como protagonista (dada a sua reputação) e ele surpreendeu-nos a todos. Aqui só um parêntesis para Penélope Cruz, que me apanhou completamente desguardado com a sua interpretação em "Vicky Cristina Barcelona". Todo o diálogo do chinês e do "geenius" é fenomenal e a sua entrega às falas é estupenda.



O Duelo da Noite: a imprensa tentou criar o duelo "The Curious Case of Benjamin Button" vs. "Slumdog Millionaire" mas... alguém acreditava que a sensação indiana não ia limpar a cerimónia? Infelizmente... foi o que sucedeu. Oito (!) Óscares para um dos piores filmes que eu vi esta década. Inacreditável. E sabem o que é pior? É vir lá na caixa: "8 Academy Awards" - que é mais que filmes clássicos como "Schindler's List" e "The Godfather" têm. 


Notas Finais:
Qualidade da cerimónia - B+ (a ideia de trazer antigos nomeados para apresentar o prémio a novos nomeados foi bastante boa)

Qualidade dos nomeados - B-
Qualidade dos apresentadores (Hugh Jackman) - B+
Qualidade da transmissão (TVI) - F

Pessoas da Década: Pedro Almodovar

Bem-vindos a uma das rubricas semanais do Dial P for Popcorn, a ter lugar todas as terças-feiras. Nesta rubrica vamos discutir as pessoas que se tornaram (ou que continuaram a ser) grandes nomes na década de 2000, sejam actores, realizadores, compositores, fotógrafos, entre outros.

A escolha desta semana não foi, na minha cabeça, consensual. A ideia inicial que tinha era de falar sobre um realizador. E, depois de analisar, cheguei à conclusão que existiam uns 20-25 realizadores de que queria falar nesta rubrica. E decidi que não podia falar de mais realizadores esta década sem pegar neste (até porque no blogue já falámos bastante de outras três escolhas minhas, Nolan, von Trier e Tarantino, daí que estes hão-de surgir nesta rubrica mais tarde). Então esta semana pegamos em...



Pedro Almodovar

O realizador espanhol de 61 anos é tão sobejamente conhecido do mundo do cinema que dispensa qualquer tipo de apresentações. Atingida a notoriedade nos anos 80 (destacando-se pela sua forma diferente de fazer cinema e pela sua aproximação bastante singular à caracterização das personagens), chegou ao expoente máximo esta década passada, com vários êxitos sucessivos. Eu diria que já possui uma ou duas obras-primas no seu currículo, sendo que para mim (a opinião dos amantes de Almodovar divide-se bastante em quais são os seus melhores filmes) é Hable con Ella (2002) e Todo Sobre Mí Madre (1999), com La Mala Educación (2004) um distante terceiro.


Esta década, Almodovar realizou quatro filmes: Hable con Ella em 2002, La Mala Educación em 2004, Volver em 2006 e Los Abrazos Rotos em 2009, todos sucessos com méritos próprios. Os últimos dois contaram com a sua mais famosa colaboradora, Penélope Cruz, que apareceu em toda a sua glória, juntando estas duas excelentes interpretações às outras duas que teve neste ciclo (2006-2009) de absoluta excelência (em Nine e em Vicky Cristina Barcelona). Curiosamente, parece que as autoridades culturais do seu próprio país não concordam, tendo excluído três dos seus quatro filmes esta década (depois da nomeação de Mujeres Al Borde de un Ataque de Nervios em 1989 e de Todo Sobre Mí Madre ganhar o Óscar em 2000) da candidatura espanhola ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro por três vezes (a reacção da Academia a Hable con Ella foi uma valente chapada na cara dos espanhóis, pois nomearam-no para Melhor Realizador e deram-lhe a vitória por Melhor Argumento Original; em 2004, a Espanha é que viria a ter razão, com Mar Adentro a vencer o prémio - se bem que eu considero La Mala Educación um filme superior; em 2006, a Espanha submeteu Volver, mas não foi nomeado; em 2009 ignoraram Los Abrazos Rotos, que seria provavelmente nomeado). Próximo projecto: nova colaboração com Antonio Banderas (depois de La Ley del Deseo em 1987), em La Piel Que Habito (2011).


Falando só um pouco dos filmes e do que mais gostei deles... Em Hable con Ella ele pega num tema pesado, complicado de lidar e forma uma história simultaneamente tão dramática quanto enternecedora, aliando quatro histórias de vidas solitárias e compelindo-nos a emocionar-nos com ele e com elas. La Mala Educación parece de facto ter algo de autobiográfico, mas este fag noir tão Almodovariano é mais do que isso: é toda uma experiência deliciosa, de nos fascinar por entre o mistério e a beleza. Volver traz-nos Penélope Cruz em toda a sua exuberância, numa interpretação das melhores que vi esta década, num filme que alia a realidade ao sobrenatural, a morte à vida, de forma tão sublime e que é, acima de tudo, uma homenagem às mulheres da vida do realizador, como ele muito bem o definiu. Los Abrazos Rotos é a sua obra mais recente. Cruz de novo extraordinária, emanando uma sensualidade que lhe era reconhecida mas até então nunca bem explorada. Sendo o filme mais pobre da sua filmografia esta década, é no entanto o mais voluptuoso, o que proporciona a maior experiência visual (há que ressalvar aqui o papel fundamental da banda sonora de Alberto Iglesias, companheiro de trabalho de longa data de Almodovar - e da fotografia de Rodrigo Prieto, cujos outros trabalhos incluem Babel, Brokeback Mountain, Amores Perros, 21 Grams, Lust Caution, Frida...).

A coisa que mais adoro em Almodovar? Adoro sobretudo a forma bastante diferente que cada um tem de reagir aos filmes dele. Almodovar é um génio sem par, um provocador por natureza. E conseguir desempenhos tão espectaculares como ele consegue de todo um elenco só é possível quando se é grande. E ter um argumento tão bem detalhado, tão intrinsecamente explorando os traços de personalidade de todas as personagens, só está ao alcance dos melhores. Ter então seis, sete argumentos assim, só um predestinado. Almodovar é esse predestinado. E o mundo está melhor por tê-lo. 

Deixo só ficar o teaser trailer de "Los Abrazos Rotos" que eu acho que define muito bem o que é a experiência de ver um filme de Almodovar:

O Cinema Numa Cena

Bem-vindos a mais uma rubrica semanal aqui no Dial P for Popcorn - "O Cinema Numa Cena" tenta mostrar as nuances de uma interpretação fora-de-série numa cena pivotal do seu filme. Esta semana escolhemos uma actuação absolutamente impecável: Catherine Zeta-Jones, em Chicago (2002).


Por muito que se queira discutir os méritos da sua vitória nos Óscares (personagem secundária ou co-protagonista? Meryl Streep em Adaptation ou Julianne Moore em The Hours não mereciam mais a estatueta?) há que admitir que a sua interpretação como a agora falhada Velma Kelly, outrora uma grande estrela, que faz a vida negra à protagonista Roxie Hart, é extraordinária. Eu diria que é das melhores representações de estrelas com ar de diva e com uma atitude dos diabos de todos os tempos (de pôr Liza Minnelli orgulhosa). E, por muito mais que eu adore Meryl Streep, tenho de admitir que ela é fenomenal.

E se bem que eu ache que "All That Jazz" é a melhor música/cena do filme, a sua rendição perfeita de "I Can't Do It Alone" é a cena que mais me fica na retina. Se nos lembrarmos que ela estava grávida... Ainda mais espanto me causa:


Grandes Posters


"Irreversible" (2002)

Excelente trabalho a vender a temática do filme, com uma imagem pesada (a cena de onde esta imagem foi retirada é, além de muito poderosa, bastante difícil de digerir) e com um tipo de letra que assenta na perfeição (repare-se no detalhe delicioso dos E ao contrário). Mensagem passada.