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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

Soundtrack - Into the Wild


A adaptação que Sean Penn fez sobre o livro de Jon Krakauer, conta-nos a história de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um estudante recém-graduado que decide largar tudo (dinheiro, familia, futuro promissor), para partir sozinho e com a sua mochila, à aventura e descoberta do seu país tendo como destino final o Alasca. A sua intenção inicial era a de partir sem qualquer dinheiro (daí doar as suas poupanças à caridade) e experimentar sobreviver apenas de pequenos trabalhos que fazia quando encontrava oportunidade. O filme mostra-nos uma história verídica de alguem que ousou realizar um sonho que certamente muitos têm mas muito muito muito poucos têm coragem para o concretizar.

A alimentar um bonito argumento, temos uma grande banda-sonora, quase toda ela criada por Eddie Vedder, vocalista da banda Pearl Jam, e que lhe valeram algumas nomeações e prémios, como é o caso do Globo de Ouro pela música Guaranteed.



Uma recomendação não só ao nivel da banda sonora como também ao nível do filme em si. Into the Wild é um verdadeiro misto de emoções, novas experiências, mostras de coragem e força de vontade únicas, num filme muito bem conseguido por Sean Penn. Infelizmente, merecia mais atenção do que aquela que realmente teve.
Nota Final: B+


Trailer:


Informação Adicional:
Realização: Sean Penn
Argumento: Jon Krakauer
Ano: 2007
Duração: 148 minutos

Trailers da Semana

Vamos a mais uma edição dos Trailers da Semana aqui no Dial P for Popcorn, onde discutimos brevemente a nossa opinião acerca dos trailers que assomaram a Internet nos passados dias e que, a não ser que sejam de vital importância (como casos anteriores esta semana de "Black Swan" ou "Another Year"), são reunidos e compilados nesta rubrica.


O TRAILER DA SEMANA:
"127 Hours"


Esse tem que ser, indubitavelmente, o trailer do novo filme de Danny Boyle, "127 Hours", que narra as dolorosas 127 horas de Aron Ralston desde que este ficou com o braço preso debaixo de uma rocha. Um tema complicado para um filme que tem que ser delicadamente tratado. Ainda por cima, Boyle referiu que este trailer só contém imagens dos primeiros 30 minutos, logo vamos ter 1 hora e meia só a filmar um homem debaixo de uma rocha. Vamos poder ver o que ele sentiu, o que ele pensou, os vídeos que gravou pensando que ia morrer, as lembranças que recordou e ultimamente o que ele decidiu fazer para sobreviver. James Franco é o protagonista Aron Ralston e eu, que torço fervorosamente pelo sucesso da sua carreira (afinal, ele é luso-descendente!), espero mesmo que ele consiga fazer estrondo neste papel. Obviamente que verei o filme, se bem que com algumas reservas, pois para mim Boyle não faz nada de jeito desde "28 Days Later" (e não, não me relembrem de novo o "fabulástico" "Slumdog Millionaire" que para mim não passa de um B-/C+. Filme horrível.).


Outros trailers que surgiram nos últimos tempos:

"I'm Still Here"


O teaser trailer do documentário realizado por Casey Affleck sobre o cunhado, Joaquin Phoenix, e sobre a sua imersão no mundo da música (pois ele tinha desistido do cinema para virar rapper - decisão terrível, na minha opinião, até porque Phoenix é dos melhores actores que Hollywood tem), apareceu na Internet esta semana. É, numa palavra, deprimente. Quero ver, até porque estou convencido que esta nova pancada de Phoenix não vai durar muito.


"Tamara Drewe"


Já tinha recebido um trailer britânico há alguns meses, mas agora o novo filme de Stephen Frears ("Chéri", "The Queen", "Dangerous Liaisons"), baseado na novela gráfica de Posy Simmonds, protagonizado por Gemma Arterton, Roger Allen, Billy Camp, Luke Evans e Dominic Cooper recebeu um trailer para o público norte-americano. Aqui fica ele então. É uma típica comédia britânica. Eu gosto de Frears e gosto de se esteja a aventurar noutros caminhos que não são normalmente os dele.



"Inside Job"


Documentário que recebeu enormes críticas, relata o que realmente aconteceu por detrás da crise financeira de 2008 de uma forma supostamente (porque eu ainda não vi) extraordinária e irreverente. É de Charles Ferguson, que já foi nomeado anteriormente para um Óscar ("No End in Sight"), é narrado por Matt Damon e esteve em Cannes no início do ano.

"Eye of the Storm"



Aparecido na Internet sem eu ter conhecimento (como acontece com a maioria dos filmes britânicos de prestígio / de época), este "Eye of the Storm" é realizado por Fred Schepisi e resulta da adaptação do livro de Patrick White, "The Eye of the Storm" (argumento escrito por Judy Morris, "Happy Feet"). O que me entusiasma no filme é principalmente o elenco principal, composto por Charlotte Rampling, Geoffrey Rush e Judy Davis. O filme aborda a morte de uma matriarca de uma família da alta sociedade e como ela, mesmo à beira da morte, ainda consegue perturbar e ser motivo de tanta destruição na sua família. Muito potencial para Óscar? Pois é. O filme provavelmente só estreará em 2011, a não ser que os seus estúdios acelerem o processo para o terem pronto para esta corrida aos Óscares.


Outros trailers:
"Skyline" - ficção científica do melhor.
"The Dry Land" - drama da guerra do Afeganistão, boas críticas.
"You Again" - Sigourney Weaver vs. Jamie Lee Curtis. Mais Betty White e Kristin Chenoweth.

"Barry Munday" - Patrick Wilson e Judy Greer. What else?
"My Soul To Take" - o mais recente filme de terror de Wes Craven, que estará de volta em 2011 com "Scream 4".

BRING IT ON! (2000)

O grande cinéfilo Nathaniel Rogers, que mantém na Internet o blogue "Film Experience", tem vindo a desafiar os seus leitores (nos quais me conto obviamente - e se forem inteligentes, vocês também o serão) com uma nova rubrica chamada "Hit Me With Your Best Shot", na qual já participámos a semana passada ("Black Narcissus"). A ideia base é simples: ele escolhe um filme e todos os que quiserem participar escolhem a imagem (ou imagens) do tal filme e ele faz um link a todos os posts dos participantes, a cada semana. Esta semana dedicamo-nos a "BRING IT ON!" que faz 10 anos.

E aqui fica a minha crítica, seguida das imagens para participação na rubrica do blogue:


Acho divertida a dualidade extremista de opiniões nas discussões que envolvem este filme. Por um lado, há os fãs fiéis do filme, que consideram o filme das melhores comédias desportivas da década e que vibram com a animação que o filme de facto proporciona. Do outro lado, contudo, estão acérrimos detractores, que detestam o filme com todo o ódio da sua alma, que para eles não passa de mais um ridículo filme de adolescentes. E depois, felizmente, existem pessoas como eu, que gostam do filme, que o acham divertido, animado, uma boa hora e meia de entretenimento, sem todavia o considerar um grande filme. Um olhar interessante sobre a competição de duas claques rivais na luta pelo ceptro e, pelo meio, confusões típicas da adolescência.
É um dos melhores filmes da década? Na minha opinião, não. É um dos melhores filmes de 2000? Aqui talvez, mas estou inclinado a dizer também que não. É um dos filmes mais divertidos da década? Absolutamente. Vale a pena ver? Claramente. Tudo bem que é verdade, é uma comédia típica de adolescentes, com aquele tipo de humor meio parvo (se bem que o tom aqui é bastante mais sério do que noutros filmes do género), lida com um tema comum aos típicos filmes de adolescentes (como cá em Portugal não temos claques nem nada do género, é normal que na transferência dos Estados Unidos para a Europa o filme perca algum interesse - é natural, é como filmes sobre futebol nos Estados Unidos e sobre futebol americano aqui na Europa) e tem até referências bastante hip a situações relacionadas com a altura de então.


Contudo, ao contrário da grande maioria dos filmes de adolescentes e comédias desportivas que andam para aí, não se leva demasiado a sério, é um filme alegre e enérgico e além de cool, tem um argumento inteligente e com sentido de humor, com boas interpretações (em papéis que poderiam ser tão, mas tão estereotipados e unidimensionais - as personagens de Dushku e de Dunst são bons exemplos, a primeira porque podia virar caricatura barata e a segunda porque podia virar piada recorrente graças à enorme ingenuidade da sua personagem) de um elenco muito interessante (onde despontavam nomes como Eliza Dushku e Kirsten Dunst, hoje nomes facilmente reconhecíveis - e pensar que em 2000 as suas carreiras pareciam pedir vôos maiores...) e uma realização que priveligia o cuidado com os detalhes, desde as roupas até aos números de claque. Sobretudo, é um filme entretido e que agrada a todos, que é o mais importante.

NOTA:
B


E agora pegamos então nas cinco imagens que eu seleccionei do filme, que representam para mim as cinco cenas que mais gostei:

A primeira é bastante óbvia (e provavelmente constará de todos os blogues participantes): a cena da lavagem de dentes. Uma cena tão cómica quanto romântica, explorando muito bem a quirkyness dos dois protagonistas. Jesse Bradford e o seu estranho sorriso e as caretas engraçadas de Kirsten Dunst.


A segunda também é óbvia, digo eu: a cena de apresentação das personagens. Enérgica, divertida e alegre, dá o mote e acentua o tom que o resto do filme tem, além de nos introduzir à história (e é a minha escolha para BEST SHOT/MELHOR IMAGEM - e também para BEST SCENE / MELHOR CENA)


E a terceira também deverá constar de muitos dos blogues participantes: falo portanto da introdução à personagem de Eliza Dushku, Missy. As chaves... O ar enojado de algumas das meninas da claque... O ar excitado dos rapazes... E o aspecto de Dushku. É que ela nem precisou de falar para eu ver que ela é completamente irreverente. Basta olhar para ela e o que ela inspira em quem a vê.


A minha quarta cena favorita do filme é o breve aparecimento do treinador Sparky Polastri. De novo, uma excelente introdução à personagem que nos diz tudo aquilo que precisamos de perceber sobre ela sem sequer pronunciar uma palavra. Claro que quando ele finalmente fala percebemos que ele é um milhão de vezes pior e desbocado do que inicialmente pensávamos.

E finalmente... a minha quinta cena favorita. Não consigo explicar porque gosto dela. Mas gosto. Muito. É a cena de quando a personagem de Dunst, Torrance, ouve a cassete de Cliff (Jesse Bradford), depois da péssima prestação nos Regionais. E esta é a reacção dela à música.




Ano: 2000
Realização: Peyton Reed
Argumento: Jessica Bradinger
Elenco: Kirsten Dunst, Jesse Bradford, Eliza Dushku e Gabrielle Union nos principais papéis
Fotografia: Shawn Maurer
Banda Sonora: Christoph Beck

Grandes Divas do Ecrã

"Good general tone and musculature... [looks at ass] Report those compliments to your ass before it gets so big it forms its own website!"

"Everybody is starting on [a diet] Darcy dear, you should stop eating. You see, if you skip a meal, your body feeds of its fat stores. If you skip enough, maybe your body will eat your ass".

"Cheerleaders are dancers gone retarded."
"[Why does everyone has to go on a diet?] Because in cheerleading we throw people in the air. And fat people don't go so high."



Sparky Polastri (Ian Roberts), "Bring It On!" (2000)

THE BRIDGE ON THE RIVER KWAI (1957)


“The Bridge on the River Kwai” é um dos maiores clássicos de sempre da história do cinema e um dos primeiros exemplos que vêm à cabeça de grandes épicos da 7ª arte. E a verdade é que não desaponta as expectativas de ninguém que se proponha a ver o filme. Talvez o filme tenha ganho alguns superlativos exagerados ao longo dos anos e certamente a sua longa duração irá despistar alguns cinéfilos mais descrentes, mas para mim mantém toda a sua intemporalidade e mensagem intactas. William Holden e Alec Guinness são os protagonistas desta história de guerra em solo birmaniano que aborda a relação entre três homens – um prisioneiro de guerra em fuga (Holden), um incorruptível coronel britânico (Guinness) e um comandante de um campo de prisioneiros japonês (Hayakawa) e os esforços do primeiro para destruir a imperiosa ponte construída sob mando do segundo e perante a anuência do terceiro – e ambas as interpretações não desapontam, especialmente a de Guinness, gigantesco e inesquecível neste papel.


O filme possui uma fotografia de grande nível, que nos mostra portentosas montanhas e selvas, uma banda sonora que acompanha e eleva o que se passa no ecrã, uma realização de David Lean poderosa, competente, eficaz e um argumento bastante interessante de Boulle (que adaptou o seu próprio romance para a tela) que nos fornece um retrato muito real de quem são aquelas pessoas e das suas personalidades, ideais e valores (com um clímax final extraordinário) e que possui encriptado uma mensagem de paz fantástica, que nos tenta mostrar o quão fútil e inútil é a guerra e que as consequências acabam sempre por ser piores do que as razões que nos lançam para ela em primeira instância – e é este aspecto do filme, o de se focar nas pessoas e nos efeitos que a guerra lhes trazem e não se é certo ou errado ter acontecido esta ou outra guerra, que torna o filme tão especial.




Assim, este é, não só, um filme grande que deleita quem o vê, como também um grande filme que é com todo o mérito considerado um dos pináculos dos filmes de guerra.

David Lean haveria de seguir este grande épico com outros ainda mais reconhecidos, como “Dr. Zhivago”, “Lawrence of Arabia” e “A Passage to India”, imortalizando a sua reputação e preferência pelos épicos.



NOTA:
B+

Um dos maiores filmes de sempre, "The Bridge Over River Kwai" venceria 7 Óscares na cerimónia de 1958: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor (Guinness), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Banda Sonora e Melhor Argumento.
 
Realização: David Lean
Elenco: Alec Guinness, William Holden, Sessue Hayakawa, Jack Hawkins, Ann Sears, James Donald, Geoffrey Horne, André Morell, Peter Williams, Percy Hebert, Harold Goodwin
Argumento: Pierre Boulle, Michael Wilson e Carl Foreman
Produção: Sam Spiegel
Banda Sonora: Malcolm Arnold
Fotografia: Jack Hildyard

Quentin Tarantino: KILL BILL (2003-2004), Vol. 1 e Vol. 2



Até há pouco tempo recusei-me a ver Kill Bill. O cartaz não me convencia, a prespectiva de Tarantino num filme de acção também não. Assim que tive a ideia de vos fazer esta retrospectiva sobre o Quentin Tarantino, tive obrigatoriamente que o colocar no leitor de DVD.

E que grande surpresa eu tive! Atrás de Reservoir Dogs e Pulp Fiction, a grande distância dos restantes filmes de Tarantino, Kill Bill é uma obra de arte. É um filme de acção e uma história aparentemente simples sobre vingança. No entanto é uma história criada por Tarantino, o que é o mesmo que dizer, uma história carregada de humor negro, com uma fantástica banda-sonora (considero seriamente falar-vos sobre ela em breve nas crónicas sobre as soundtracks) e particularidades deliciosas como o mítico jipe Pussy Wagon.




Kill Bill conta-nos a história de uma noiva (Uma Thurman) cujo casamento é estragado por Bill (David Carradine) e pelo seu gang. Após 4 anos em coma e de um despertar inesperado, a noiva decide vingar-se daqueles que a tentaram tramar. Um a um, todos serão eliminados. São 4 os alvos a abater antes de chegar até Bill: O-Ren Ishi, Vernita Green, Elle Drive e Budd que, a mando de Bill, constituiam o Deadly Viper Assassination Squad.


Um filme cheio de acção, que no meu entender é o que menos me importa, embala-nos numa aventura intensa, numa saga dividida em 2 filmes (que aconselho sejam vistos de uma assentada), pensado ao cuidado por Quentin Tarantino e que mostra um lado que, embora já conhecido de Tarantino (o seu humor e os seus diálogos, embora menos em foco, continuam brilhantes) exposto de uma nova forma. É acção à moda de Tarantino!


Nota Final: A-

Trailer:



Informações Adicionais:
Realização: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino
Duração: 111/136 minutos
Ano: 2003/2004

Personagens do Cinema - Jack Torrance


Jack, o Nicholson, tranformou Jack, o Torrance, numa personagem cujo sorriso maquiavélico ficou para a história do cinema.
Vou ter que vos dizer que The Shining não é o meu filme favorito do Stanley Kubrick (é dificil encontrar na sua filmografia um filme favorito!), mas o papel que este criou para Jack Nicholson, um homem consumido pela loucura, paranóico e irracional tornou-o, para mim, num filme inesquecível.


The Shining é uma história que se cria à volta de Jack Torrance, um chefe de família que decide aceitar o emprego (aparentemente assombrado) de guardar um hotel durante os meses em que este estiver fechado. Leva consigo a sua mulher e o seu filho, que serão (aparentemente) a sua única companhia neste local.
Embora inicialmente tudo corra pelo melhor, aos poucos vamo-nos apercebendo das alterações que acontecem em Jack Torrance, que vai crescendo com o filme, atingindo o seu ponto alto perto do final, altura em que nos rendemos por completo. Jack é um maníaco. É uma personagem doentia. É uma interpretação soberba de Jack Nicholson (para mim, o melhor actor de sempre), fascinante também pelo facto de a distância entre o fracasso e o sucesso de uma personagem deste nível ser, no meu entender, bastante ténue. Muitos actores teriam falhado neste papel. Jack Nicholson brilhou.

Série - The Sopranos, Season 4



Talvez a temporada de que menos gostei até agora. Senti-a como uma continuação da 3.ª temporada. Não senti, na passagem da 3.ª para a 4.ª temporada, a transição que marca o final de uma série e que leva ao aparecimento de novas histórias ou personagens com grande relevância. Foi para mim uma temporada mais chata, mas que consolidou o meu interesse por Sopranos.



É nesta temporada que cresce aquela que se tornou numa das minhas personagens favoritas: Ralph Cifaretto (Joe Pantoliano) é uma personagem que me intrigou. Embora um homem falso, intriguista, oportunista e sem escrúpulos, é também um homem leal ao seu chefe, trabalhador e ganhador. Embora não tenha gostado dele na 3.ª temporada, está muito melhor na 4.ª temporada e é uma das mais valias desta temporada.
Notas de realce também para Furio Giunta (Frederico Castelluccio) e Bobby Baccalieri (Angelo Massagli) até então uma personagens low-profile mas que ganham, no meu entender, um protagonismo inesperado nesta temporada.
Como esperado Christopher Moltisanti (Michael Imperioli) cresce e torna-se um dos mais importantes elementos no esquema montado por Tony Soprano.


Penso que o seu final é um final inesperado, uma vez que são tomadas decisões por algumas personagens que não nos habituaram a tal, mas que deixa em aberto uma grande 5.ª temporada!

Pessoas da Década: Charlie Kaufman

Bem-vindos a uma das rubricas semanais do Dial P for Popcorn, a ter lugar no início da semana (normalmente segunda ou terça-feira). Nesta rubrica vamos discutir as pessoas que se tornaram (ou que continuaram a ser) grandes nomes na década de 2000, sejam actores, realizadores, compositores, fotógrafos, entre outros.


E esta semana vamos virar a nossa atenção para uma classe que muitas vezes não tem o respeito que merece. É que se é verdade que um realizador pode conseguir fazer maravilhas com um argumento mau, imagino que também seja verdade que um realizador pode conseguir uma obra-prima assinalável só porque quem escreveu as palavras que os actores pronunciam redigiu um texto de qualidade impressionante. Os argumentistas são, muitas vezes, os parentes pobres dos realizadores no sentido em que recebem muito menos respeito que o que merecem, uma vez que não há filmes sem gente que os escreva. E se adoram culpar os argumentos quando os filmes são maus (com razão, na maioria dos casos), porque não fazer o mesmo quando o argumento é brilhante mas a realização é um horror? Aí está o problema, é que normalmente é o realizador e não o argumentista que recebe o crédito quando as coisas correm bem.

Este senhor de que vou falar a seguir é, curiosamente, um dos poucos exemplos do contrário. E como foi ele que escreveu o argumento de um dos meus filmes favoritos da década passada - e recebeu mais crédito que o próprio realizador - não podia deixar de estreá-lo nesta rubrica logo que pegasse nos argumentistas. O filme em questão é "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" e eu vou falar então de...

Charlie Kaufman


Uma carreira relativamente curta a nível cinematográfico mas com bastante riqueza e qualidade no trabalho até já efectuado. O primeiro filme de Kaufman como argumentista foi o extraordinário case-study de Spike Jonze, "Being John Malkovich", em 1999. Um filme bizarro e maluco a vários níveis mas mesmo assim espectacular. Dois anos mais tarde, em 2001, ele assinou o argumento de "Human Nature" para o realizador Michel Gondry, um filme que falhou em repetir o sucesso do seu primeiro escrito mas que foi, mesmo assim, elogiado pelo estilo evoluído, original e poderoso de escrita. Em 2002 escreveu o argumento de "Confessions of a Dangerous Mind", mais um falhanço menor, que foi no entanto bem recebido pela crítica, também tendo sido ajudado pelo facto de ser o filme de estreia de Clooney a realizador.


Contudo, foi com os dois filmes seguintes e o sucesso que estes trouxeram que este argumentista se tornou dos mais populares em Hollywood. Em 2002 volta a colaborar com Spike Jonze naquele que é o filme mais popular do realizador, o excelente "Adaptation", com Cage, Streep e Cooper (que venceu um Óscar pelo filme) e que funciona como uma espécie de auto-biografia do próprio Kaufman, que se imagina a ele a redigir um argumento baseado na obra de Susan Orlean. Ambos os filmes de Jonze valeram a Kaufman a nomeação para Melhor Argumento Original nos Óscares, tendo perdido as duas vezes. Seria à terceira que ele celebraria, com o que é considerado o melhor argumento original da década, o de "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", em 2004, realizado por Michel Gondry e protagonizado por Carrey e Winslet (com Ruffalo, Dunst, Wilkinson e Wood no elenco de suporte).


O filme foi um sucesso estrondoso com a crítica, valeu nomeação a Kate Winslet para Melhor Actriz (que devia ter ganho nesse ano, na minha opinião) e o público também adorou. Esta bela história de um amor desencontrado na vida real que contudo se mantém na mente é sinceramente uma história bastante incrível e original (claro que haverá sempre quem discorde deste meu comentário, é normal devido às gigantes expectativas que se criaram em relação a este filme) e foi bem honrado com a estatueta de Melhor Argumento Original, sendo que é hoje em dia um dos principais termos de comparação para os escritos que o sucederam. E o engraçado mesmo é que Gondry nunca mais na vida fará outro filme tão bom como aquele e provavelmente a sua realização contribuiu largamente para o sucesso do filme, mas é sempre Kaufman que é relembrado quando o filme vem à baila. O argumentista só tem mais um filme na filmografia, que ele escreveu e realizou, o muito incompreendido (e brilhante, há que acrescentar) "Synecdoche, New York" de 2008 onde Seymour Hoffman dá uma extraordinária performance (além do excelente elenco secundário).


Do futuro nada se sabe, pois não existem mais projectos na sua agenda para breve, mas uma coisa é certa: o seu nome já é um marco na história do cinema e basta ele aparecer associado a qualquer filme que é razão suficiente para ficarmos logo excitados. E esse tipo de reacção não é para qualquer um. É só mesmo para quem é formidável no que faz.


THE EXPENDABLES (2010)


Sim, recomenda-se. Mas só para os fans da acção pura e (naturalmente) dura. Principalmente se esses fans tiverem como ídolo essa lenda chamada Sylvester Stallone. São 103 minutos de "pancada de criar bicho", com belas inovações (conto pelo menos 2 cenas em que fiquei surpreendido pela forma como Stallone deu a volta à situação), mas que conta com um argumento pobrezinho, diálogos (que em alguns momentos) nos dão pena e um desenrolar previsível.


Mas quem vai para o cinema ver um filme de Stallone, não vai certamente a pensar no argumento nem na qualidade dos diálogos. Eu pelo menos não fui. Nesses aspectos e depois de ver o último Rocky e o último Balboa, tinha as expectativas já niveladas por baixo e encontrava-me esclarecido. Quem entra naquela sala quer ver pancada, quer ver acção, quer ver sangue, quer ver os melhores artistas do ramo a fazerem aquilo em que se tornaram célebres. E nisso, o filme não desilude!




Com um elenco de luxo (vejam o Cartaz do filme), como nunca antes um filme de acção teve, Stallone deu asas à sua imaginação e realizou aquele que era certamente um sonho antigo.
A história resume-se em poucas palavras: Os mercenários são um grupo liderado por Barney Ross (Sylvester Stallone) e que conta com Lee Christmas (Jason Statham), Ying Yang (Jet Li), Toll Road (Randy Couture) e Hale Caesar (Terry Crews). O seu trabalho sujo, ficou conhecido por ser letal e eficaz. São contractados por um homem misterioso (Bruce Willis) para destruir o império construído por James Munroe (Eric Roberts) na ilha de Vilena a troco de 5 milhões de euros. Após se deslocar à ilha para uma primeira abordagem Barney fica impressionado com a dificuldade do trabalho que terá que realizar, mas a presença de Sanda (Giselle Itié), uma bela e misteriosa jovem, convence-o e este decide salvar não só a ilha, mas principalmente Sandra.
O resto meus caros, o resto é história.




Nota Final: B

Trailer:


Informações Adicionais:
Realização: Sylvester Stallone
Argumento: Sylvester Stallone
Ano: 2010
Duração 103 minutos