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DIAL P FOR POPCORN

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ZERO DARK THIRTY (2012)



"When you lie to me, I hurt you."


Saí da sala de cinema a meio de Hurt Locker (já o repeti aqui por várias vezes), depois de Kathryn Bigelow ter gozado comigo e me ter colocado perante uma das piores primeiras partes que já vi num filme (sobre a segunda parte, naturalmente, não posso tecer comentários). Hurt Locker ganhou o Oscar de Melhor Filme nesse ano e a Academia comprovou que o que importa é demonstrar a influência que o povo, a arte e o sonho americano têm neste mundo (Cinema não é com eles).


No entanto, com o argumento de Zero Dark Thirty, era impossível não ficar entusiasmado! A história da captura do homem mais procurado do mundo, a descoberta da agulha que nunca esteve no palheiro. Foi demasiado aliciante e conseguiu fazer-me esquecer o que se passou em 2009. Não era nada fácil fazer um filme sobre este tema. E a prova disso é a complexidade de figuras e acontecimentos que tiveram que se interligar com a personagem de Jessica Chastain (Maya), a mulher por detrás desta façanha.


No entanto, o principal problema de Zero Dark Thirty, está no leve trago a desilusão que vem com a monotonia com que se arrastam algumas das cenas. E, desculpem-me, mas todo o buzz à volta da interpretação de Jessica Chastain não faz muito sentido. Óbvio que estamos perante uma das grandes actrizes da actualidade, óbvio que a sua personagem tem uma importância fulcral em toda a história. Mas porque estamos perante uma obra que envolve diversas personagens, Maya vai-se apagando a espaços, vai aparecendo em solavancos, e vai-se perdendo constantemente a mensagem da personagem. Um processo cíclico que desgasta e desvaloriza a interpretação.


É um bom filme, é uma história (naturalmente) interessante, mas confesso que me deixou um pouco desiludido e confirmou a ideia que já tinha de Katrhyn Bigelow. É uma realizador que cultiva um estilo muito próprio de desenvolver uma história, que gosta de prolongar o timing das cenas e que privilegia o (seu) produto final ao potencial dos seus actores. Mas numa coisa Kathryn não desiludiu. A meia hora final do filme, que retrata com minúcia o momento do ataque ao forte onde se refugiava o inimigo número 1 dos Estados Unidos, é de uma intensidade impressionante, honrando a curiosidade dos muitos que foram assistir a este filme.

Nota Final 
(7/10)


Trailer



Informação Adicional
Realização: Katrhyn Bigelow
Argumento: Mark Boal
Ano: 2012
Duração: 157 minutos

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