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DIAL P FOR POPCORN

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TO ROME WITH LOVE (2012)


Woody Allen continua a gozar como ninguém os seus últimos anos de actividade. Novamente pago a peso de ouro para promover uma cidade europeia, repete sem quaisquer complexos a receita que o imortalizou: pequenas e insignificantes histórias de amor, satirizadas ao som de um ambiente charmoso e elegante. É preciso compreendê-lo. Já ninguém vai para uma sala de cinema à espera de ver um Annie Hall. Woody Allen já escreveu a sua página na história do cinema (e que página!). O que faz agora é pura diversão. Um passatempo para enganar a idade.


As opiniões sobre TO ROME WITH LOVE podem ser contraditórias. Compreendo isso. Cada vez é preciso mais paciência e disposição, em especial quando o espectador já viu uma boa dúzia dos seus filmes, para aceitar os trocadilhos fáceis e as opiniões mordazes do realizador, para se divertir com a ingenuidade das suas personagens, para (e aqui alguns vão-me considerar injusto) se surpreender com clichés repetidos filme após filme. 


Algo que me incomoda, neste filme e no pretensioso Woody Allen dos últimos anos, é a sua inconsequência e uma relativa impunidade (fruto da idade, mas acima de tudo resultado de uma carreira cheia de sucessos) com que constrói as suas histórias. Existe uma carta branca para as suas produções. Não existem limites e tudo o que faz é, no seu mundo e na sua cabeça, arte. Mas no mundo real e na boa-vontade dos espectadores existem limites. E por isso o seu mais recente filme é só mais uma história divertida (a espaços abusiva e pontualmente idiota). E o seu título, juntamente com o historial do realizador, resumem-no.

Nota Final: 
C


Trailer:



Infomações Adicionais:
Realização: Woody Allen
Argumento: Woody Allen
Ano: 2012
Duração: 112 minutos

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