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DIAL P FOR POPCORN

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THE SOCIAL NETWORK (2010)


Há pessoas que são neutras. Nem demasiado boas nem demasiado más. Sem empolgarem mas também sem criarem ódios de estimação. Que passam e não são recordadas. The Social Network é um filme neutro. É um bom filme, um filme que vale os cinco euros dos bilhetes e que certamente levará ao rubro a disputa entre os três canais generalistas para o transmitir numa tarde de domingo. Mas não é, de perto, um grande filme. Eu gostei (melhor a segunda parte do que a primeira), mas não o coloco num altar nem tenho vontade de o rever.


Sinceramente, não me empolgou e não me fará recordá-lo com frequência. Acredito que seja, para muitos, o filme das suas vidas, a melhor coisa que viram nos últimos anos. Acredito que os milhões de fervorosos fans de facebook vão colocar "nota 10" neste filme. Acredito até que esta crónica poderá levar à impopularidade do nosso blog, mas The Social Network não passa de um filme normal, com uma história (por vezes) até um pouco entendiante, algumas piadas pontuais bastante engraçadas e uma bela banda-sonora. David Fincher não podia fazer muito mais.


Mas, há uma questão que se coloca. Até que ponto o filme retrata a realidade e a verdadeira personalidade do tão carismático e peculiar Mark Zuckerberg? Eu gostei muito desta personagem. É dificil não simpatizar com o trabalho de Jesse Eisenberg (já o disse na anterior crónica), mas todas as ideias e sentido de humor que se atribuem a Mark Zuckerberg durante o filme fizeram-me ficar na dúvida quanto à fidelidade da adaptação de David Fincher. E se há coisa que eu não suporto no cinema Americano é o vício de tentar puxar do espectador o seu lado mais emotivo, através do embelezamento de uma personagem e de uma história.


Quanto à história, é conhecida por muitos. Eu nunca me preocupei em saber, profundamente, como tudo começou e fui ao cinema praticamente às cegas. Estamos no ano 2003, quando em Harvard Erica Albright decide terminar o seu namoro com Mark Zuckerberg. Este, por vingança, decide fazer-lhe uma humilhação pública no seu blogue e criar (juntamente com ajuda do amigo Eduardo Saverin) uma votação pública para decidir qual a rapariga mais sensual de toda a universidade. Após levar à rotura o servidor da universidade (vinte e duas mil visitas ao site facemash.com nessa mesma noite), Mark Zuckerberg torna-se o rapaz mais falado da universidade e a sua fama chega aos ouvidos dos irmãos Winklevoss, dois meninos bonitos que decidem propôr a Zuckerberg a criação de um site onde todos os alunos de Harvard possam partilhar fotografias e confidencialidades. Zuckerberg aceita participar na ideia e começa então a criar aquela que hoje em dia é a mais famosa e participada rede social. de todo o mundo O resto são processos nos tribunais e guerras sobre a verdadeira autoria desta ideia que vale actualmente vinte e cinco biliões de dólares.

Notas positivas para as prestações de Jesse Eisenberg (B+) e de Andrew Garfield (B).


Nota Final: B


Trailer:




Informação Adicional:

Realização: David Fincher
Argumento: Adaptação de Aaron Sorkin apartir do livro de Ben Mezrich
Ano: 2010
Duração: 121 minutos

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