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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

JURASSIC WORLD, de Colin Trevorrow

ISTO É UM FILME COM DINOSSAUROS. *Spoiler Alert*

 

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Logo, não queiramos fazer deste filme aquilo que ele nunca quis ser. A malta que se senta na sala de cinema não se pode admirar que no final o Chris Pratt só tenha 2 arranhões. Não se pode chatear com o facto da Bryce Dallas Howard correr a 20km/h com sapatos altos pelo meio de terra molhada sem destruir os tornozelos. Não se pode sentir roubado no preço do bilhete quando a Bryce Dallas Howard não sabe a idade dos sobrinhos mas reconhece o casaco sujo de um dos garotos no meio da selva. Não se pode indignar quando os Raptors se deixam levar na conversa do Chris Pratt (afinal não são só as mulheres!).

 

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É um filme de dinossauros e a malta vai lá é para ver os dinossauros, com todos os clichés agarrados (desde o galã super-herói que fica com a jovem do decote transpirado, passando pelos comentários desnecessários de alguém demasiado empolgado na cadeira do lado, até aos maus da fita que acabam inevitavelmente a serem comidos por dinossauros). Não vale a pena procurar respostas, ensaiar argumentos ou remar contra a maré. Não vão chegar a lado nenhum. Jurassic World cumpre aquilo a que se propôs. E era isso que os garotos que se assustaram na década de 90 com o primeiro Jurassic Park queriam. 

SNIPER AMERICANO, de Clint Eastwood

Cada tiro, cada melro, diz-se no nosso quintal.

 

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E na realidade assim era o lendário disparo de Chris Kyle (Bradley Cooper), um sniper cuja pontaria lhe valeu o estatuto de herói americano e que desgraçadamente acabou morto por um "tiro perdido" de um veterano de guerra a poucos metros de sua casa. Um final inglório. Um spoiler desnecessário, talvez. Mas preciso de vos poupar o tempo precioso que eu perdi a ver este filme feito de tiros, patriotismo, tiros, patriotismo, tiros, América!!!, tiros, América!!!, tiros, tiros, bombas, tiros, America!!!. Em boa verdade, perdi a minha paciência para películas que se vendem aos fetiches do público americano e que esperam com isso sustentar o seu sucesso. Infelizmente, assim se resume o filme de Clint Eastwood. A interpretação de Bradley Cooper é engraçada (o melhor aspecto do filme), mas estive longe de sentir a tensão que, por exemplo, Kathryn Bigelow consegue emprestar em filmes deste género. A história de Sniper Americano contava-se em meia dúzia de minutos. E é por isso que não me vai tomar mais do que meia dúzia de palavras.