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DIAL P FOR POPCORN

DIAL P FOR POPCORN

LA GRANDE BELLEZZA, de Paolo Sorrentino

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"This is how it always ends, with death.

 

 

But first there was life. Hidden beneath the blah, blah, blah. It is all settled beneath the the chitter chatter and the noise. Silence and sentiment. Emotion and Fear. The haggard, inconstant flashes of beauty.

 

 

And then the wretched squalor and miserable humanity. All buried under the cover of the embarrassment of being in the world.

 

 

Beyond there is what lies beyond. I don't deal with what lies beyond.

 

 

Therefore, let this novel begin.

 

 

After all it's just a trick. Yes, just a trick."

Personagens do Cinema - Guido Orefice



"You can lose all your points for any one of three things. One: If you cry. Two: If you ask to see your mother. Three: If you're hungry and ask for a snack! Forget it!"

E depois da ausência do mês passado, está de regresso a mais antiga crónica mensal do Dial P for Popcorn. E para vos falar de uma personagem singular (como todas aquelas que ganham o direito de figurar entre os mais carismáticos da história da sétima arte).

La vita è bella foi um filme que tive a felicidade de ver quando tinha apenas 8 anos. Na altura nada sabia sobre cinema, sobre personagens tocantes, sobre papéis marcantes, sobre argumentos poderosos ou história imortais. Agora continuo a saber pouco mais do que naquela altura, mas olho para trás, para Guido Orefice (Roberto Benigni) e recordo a alegria e a emoção com que o filme me tocou.


La vita è bella é aquele tipo de filmes que um realizador e um actor criam apenas uma vez na vida. Nunca mais Benigni fará algo igual. Ou melhor, até poderá fazê-lo, mas a força com que encarnou a personagem de Guido Orefice e a carga dramática com que carregou La vita è bella, serão impossíveis de apagar da memória daqueles que o reencontram no grande ecrã. O amor de um pai na busca da salvação e do bem estar do seu filho e da sua mulher e o poder demolidor que a guerra e os conflitos bélicos têm na alegria, hamornia e felicidade de uma família, comovem todos os que têm a oportunidade de ver La vita è bella. E a forma como olhamos para o que nos rodeia, para os que nos são mais próximos, acaba por mudar ao fim dos cento e dezasseis minutos do filme.

É por isso que Guido Orefice é uma das mais marcantes e inesquecíveis Personagens do Cinema.

LADRI DI BICICLETTE (1948)


Um filme profundamente triste e estrondosamente comovente. Uma história simples, eternamente actual e sem precisar de grandes recursos. O argumento do filme é excelente.


Ladri di Biciclette é um filme que nos fala dos tempos de crise numa Itália ainda a recompor-se dos efeitos da Segunda Guerra Mundial, em que Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani), um jovem chefe de família, encontra finalmente trabalho como (e agora a minha ignorância remete-me para este termo rudimentar) "afixador de posters", que o obriga a vender o enxoval da sua mulher para comprar uma bicicleta. Maravilhado com a compra e perspectivando um futuro melhor para si e para os seus, parte para o seu primeiro dia de trabalho com o seu filho, uma amorosa criança de seis anos que para ajudar às despesas da casa, engraxa sapatos nas ruas de Roma.


Antonio está decidido a vingar na sua nova profissão e durante o primeiro dia concentra-se na sua tarefa de colocar os posters como lhe foi ensinado. No entanto, a distracção e a imprudência de quem é novato e ingénuo, leva a que a sua bicicleta seja roubada. Assim que se apercebe, Antonio corre até as suas forças lhe faltarem, entrando inclusivamente num taxi, onde conta com a "ajuda" de um parceiro do assaltante, que o desvia para uma trajetória diferente da do assaltante. Desesperado, procura por toda a cidade a sua bicicleta, até que ao cair da noite regressa a casa, infeliz e derrotado.


E é aí que decide que não irá virar a cara à derrota. Juntamente com o seu filho, iniciam uma busca incansável pela bicicleta, calcorreando todas as feiras e oficinas de Roma, investigando todos os becos e ruelas. Se terão sucesso na sua investida, é algo que o leitor terá que descobrir por si próprio. Seria criminoso da minha parte divulgar-vos os melhores e mais intensos momentos de um filme que é todo ele uma lição de vida. Ladri de Biciclette é um filme que merece a reflexão do espectador e um lugar de destaque na prateleira dos seus filmes.


Nota Final: A-


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Vittorio De Sica
Argumento
: Adaptação de Cesare Zavattini do livro de Luigi Bartolini
Ano
: 1948
Duração
: 93 minutos