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DIAL P FOR POPCORN

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THE RAID, de Gareth Evans

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Fui, provavelmente, o último aficionado de histórias com pancada a ver os dois filmes que Gareth Evans conseguiu fazer com a meia dúzia de trocos que tinham ficado esquecidos no bolso de trás das calças. Pronto, no caso do segundo filme não foi exactamente assim, muito à custa do sucesso do primeiro. Vamos por partes.

 

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Em The Raid: Redemption, filme lançado em 2011, Rama é um policia novato que entra num edifício decrépito e infernal, onde o submundo da droga distorceu há muito as mais nobres regras sociais e regressou à primordial lei do mais forte. Na segunda parte desta história, estreada em 2014, (The Raid 2: Berandal), Gareth Evans utilizou com astúcia um orçamento mais recheado e conseguiu que, a sua sequela, superasse a qualidade do seu primeiro filme (coisa rara em cinema). Com uma longa metragem mais musculada, ambiciosa e complexa, Rama volta a ser o protagonista de uma missão (quase) impossível, um hitman disposto a tudo para desmantelar um cartel que controla a distribuição da droga nas ruas de Jacarta.

 

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Porque vale a pena ver The Raid? Porque, infelizmente, não é todos os dias que um filme de acção consegue ser mais do que meia dúzia de calmeirões a distribuir fruta. Gareth Evans escreve não só um argumento inteligente, como complementa a sua história com cenas de ação muito bem trabalhadas, conseguindo um equilibrio sempre dificil entre aquilo que é essencial para adornar o espetáculo da acção, com aquilo que é perfeitamente gratuito e dispensável. Definitivamente Evans sabe aquilo que está a fazer. Em 2018 deverá chegar o terceiro filme da saga.

CARNAGE (2011)




Adaptado de uma peça de sucesso da Broadway, Carnage foi uma arriscada investida de Roman Polanski. Aquilo que vemos no ecrã é uma tentativa arrojada. Não é fácil pegar numa peça de teatro, ainda por cima tão redutora e simplista em cenários, e reproduzir um filme atraente para o espectador. O segredo? Claro, as interpretações. E são interpretações de um bom nível, em especial a das mulheres e em especial a de Kate Winslet que fazem a diferença, transformando Carnage num filme interessante, diferente e agradável.



Tudo começa com uma briga de crianças. O filho do casal Cowan agride o filho mais velho do casal Longstreet, e ambos os casais se reúnem para esclarecer o sucedido. Michael Longstreet (John C. Reilly) é um descontraído chefe de família num casamento feliz com a histérica Penelope Longstreet (Jodie Foster). Recebem na sua residência um casal em desarmonia, onde Alan (Christoph Waltz) se distancia, desde o princípio, da briga dos miúdos e se foca unicamente no seu telemóvel e nos seus problemas profissionais. Abandonada e carente, Nancy (Kate Winslet) vai-se descompondo, derrotada por todas as acusações e discussões do encontro.


Um filme que tem algumas dificuldades em ultrapassar as limitações de uma peça de teatro, acaba por levar a alguma impaciência por parte dos espectadores que sejam adeptos de filmes mais directos. Enrola um pouco e vive de uma história que, tal como um novelo, se vai desenrolando, lentamente, com pormenores e atitudes que são um requinte de representação, uma demonstração de qualidade e competência de um grupo de actores de elite, que se juntam para celebrar o currículo e a qualidade da carreira de Roman Polanski. Algo de novo, algo de diferente. Agradável.

Nota Final:
B


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Roman Polanski
Argumento: Yasmina Reza
Ano: 2011
Duração: 80 minutos

YOUNG ADULT (2011)


Era um dos filmes que mais queria ver na Temporada de 2011. E, infelizmente, transformou-se numa ligeira desilusão. É um filme agradável, no qual Reitman e Cody comprovam que são dois atentos observadores daquilo que são os problemas dos actuais young adults, mas que não aquece nem arrefece. O espectador não é estimulado, não se sente cativado. Somos meros espectadores de uma história que, com noventa e quatro minutos, consegue ser longa demais. A interpretação de Charlize Theron é, embora um pouco histérica, uma óptima prestação. Sem dúvida, o ponto mais positivo de todo o filme.


Charlize é Mavis Gary, uma solitária escritora de argumentos e pequenos livros juvenis que, a viver sozinha em Minneapolis, decide regressar à sua vila natal e recuperar o grande amor da sua adolescência: Buddy Slade (Patrick Wilson), um homem bem casado com a amorosa Beth (Elizabeth Reaser) e que resiste com alguma indiferença aos sucessivos ataques de Mavis, uma mulher decrepita, perdida, desnorteada, que tenta a todo o custo reviver os momentos felizes de uma vida e de um passado que há muito a abandonou.


Foi o muito aguardado regresso da dupla Jason Reitman/Diablo Cody depois do explosivo sucesso de Juno em 2007. Mas infelizmente só serviu para reforçar a dúvida que já existia: será esta dupla, capaz de voltar ao nível que os catapultou para um patamar de sucesso e admiração? Seremos, num futuro próximo, novamente atropelados pela qualidade de um argumento pungente, verdadeiro, real e emocionante? A dúvida fica, e a carreira dos dois tem que seguir em frente. Reitman sobrevive bem sem Cody. Mas não sinto que Cody seja capaz de viver sem Reitman.


Nota Final:
B-



Trailer:




Informações Adicionais:
Realização: Jason Reitman
Argumento: Diablo Cody
Ano: 2011
Duração: 94 minutos

O MELHOR DE 2011 - OS FILMES

Em 2011, o cinema foi insípido. Passei todo o ano à espera do filme que me arrebatasse (tal como, em 2010, me aconteceu com o Biutiful e o I Saw the Devil) e acabei por ficar desiludido. Houve bons filmes, como sempre, mas nenhum recebeu a minha pontuação máxima. Daí que, este ano, tenha optado por fazer uma selecção mais simples com apenas 10 filmes (ao contrário do ano passado, onde facilmente consegui um grande grupo de 20 filmes). Encerro o Ano de 2011 com a certeza de que 2012 será melhor. Enquanto os novos filmes não chegam, aqui vos deixo as minhas escolhas para Melhores Filmes de 2011:



1.º Beginners





2.º Tinker Tailor Soldier Spy




3.º Shame


4.º Take Shelter

5.º Tyrannosaur

6.º A Separation

7.º Melancholia

8.º Drive

9.º The Muppets

10.º The Artist

SHAME (2011)



Honra lhe seja feita. Shame não é um filme para meninos. Estamos numa Nova Iorque contemporânea. Onde o rebuliço dos dias arrasta milhões, de um lado para o outro, numa azáfama e numa rotina diabólica, que destrói relações e promove a solidão e a desintegração social. Brandon Sullivan (Michael Fassbender) é um homem perdido. Vive na ilusão das suas inúmeras companheiras sexuais, da pornografia cibernética, das fugazes relações de uma noite. Mas a adrenalina e o calor de mais um encontro sempre desaparecem com o nascer do sol, e mais um infeliz, cinzento e solitário dia aparece.


A viver sozinho no seu apartamento nova-iorquino, Brandon recebe a inesperada visita da sua irmã Sissy (Carey Mulligan), uma aspirante e promissora cantora, que se revela uma personagem completamente distinta e paradoxal daquilo que é Bradon: carente, dependente, a viver intensamente cada momento e cada relação. Enquanto, sabiamente, o magistral Steve McQueen cria uma cápsula que envolve, protege e esconde o íntimo de Brandon , a encantadora Sissy é uma personagem inocente, que se abre perante o espectador e nos dá a conhecer aquilo que é, sem sombras, sem máscaras, sem fantasias.


Mas o maior elogio de todo o filme vai directamente para Steve McQueen. O seu trabalho é sublime. E se Shame não funcionaria sem o carisma e a intensidade com que Fassebender se entrega à personagem, seria também um enorme fracasso na mão de 99% dos realizadores em actividade. É preciso ser-se um mestre, é preciso ser-se muito muito bom, para se criar um ambiente, uma envolvência, um clima que, por si só, catapultam uma personagem. A banda-sonora é irrepreensível e (igualmente) surpreendente. É uma das melhores deste ano. Tal como filme. Shame não desiludiu. Mas, repito, não é um filme para meninos. E é um filme que merece (e necessita) da compreensão do espectador. Tudo o que acontece, sem pudor, faz parte de uma história maior. De um revelação pura, dolorosa e real.


Nota Final:
A-



Trailer:





Informação Adicional:
Realização: Steve McQueen
Argumento: Abi Morgan e Steve McQueen
Ano: 2011
Duração: 101 minutos

THE GUARD (2011)




"I'm Irish. Racism is part of my culture. "

Estamos a falar de um dos filmes mais sarcásticos de 2011. E de uma verdadeira lufada de ar fresco dentro daquilo que foi um pobre ano cinematográfico. Não é um filme apropriado para espectadores que se sintam mais sensíveis em temas controversos, como o racismo, o xenofobismo ou a morte. The Guard dispara em todas as direcções, sem pudores.


Gerry Boyle (Brendan Gleeson) é um solteirão na meia idade que encara a vida de polícia de uma forma muito característica. É o seu emprego, sim senhor, mas não precisa de o viver de forma intensa e desregulada para ser eficaz e competente. Aproveita ainda o facto de ser o único polícia de uma pacata vila (leia-se, experimentar certos e determinados estupefacientes, seleccionar muito bem os crimes e as situações em que se envolve), de modo a evitar chatices e confusões. E assim vive uma vida feliz. Mas tudo muda depois de um misterioso assassinato, num cenário macabro e incompreensível. A isto junta-se a chegada do jovem Aidan McBride, o seu novo companheiro, proveniente de Dublin e que está a dar os seus primeiros passos como polícia.


Não querendo revelar-vos aqui todo o filme, The Guard conta com a participação de alguns nomes que o leitor não espera ver neste género de filme, tão independente e tão british. Conta-nos uma história básica sobre suborno, polícias corruptos e tráfico de drogas, mas que é apimentada com momento deliciosos de humor negro e sarcasmo, que o embelezam e o tornam singular. Que o transformam num filme bastante agradável e que fazem qualquer um sentir que viu algo de diferente e que saiu a ganhar com esta película. E são poucos, em 2011, os filmes que nos permitem tamanha reflexão. Uma óptima escolha!

Nota Final:
B+



Trailer:





Informação Adicional:
Realização: John Michael McDonagh
Argumento: John Michael McDonagh
Ano: 2011
Duração: 96 minutos

TYRANNOSAUR (2011)


Um dos meus filmes favoritos do ano de 2011, conta-nos uma história dura e violenta. Um filme totalmente british, para os adeptos dos Dramas sem mágoas e sem complexos. Um filme pequeno (como eu gosto), que nos faz sorver cada minuto de duas personagens trágicas, que se juntam por um aparente (e infeliz) acaso, construindo uma cumplicidade e uma entre-ajuda que cimenta uma amizade que se alimenta da tragédia, da dor e do sofrimento.



Joseph (Peter Mullan) é um cinquentão viúvo, tempestuoso, agressivo e impulsivo. Começa o filme numa cena de ira efervescente, que culmina com a morte do seu cão, em quem descarrega a adrenalina de um negócio falhado e cuja ausência se fará sentir durante todo o filme. Solitário, depressivo, arrasta-se pelos bares da sua localidade. Após mais uma zaragata, refugia-se na loja de Hannah (Olivia Colman), uma mulher madura que vive os seus dias envolvida na religião e na sua fé inabalável. Esconde, no entanto, um difícil e chocante segredo. Casada, sem filhos, é uma mulher angustiada, convivendo e aceitando as taras e a violência animal de um marido completamente primata, que a obriga a participar em sessões violentas e perigosas de sadomasoquismo.


Duas almas que partilham a dor e o silêncio da solidão, duas personagens moldadas pelo sofrimento, que se juntam numa loja de conveniência para não mais se conseguirem separar. Não é uma mera história de amor. Não é uma simples historieta condenada a terminar num romance eterno e feliz. Tyrannosaur conta com a única interpretação feminina que, este ano, consegue ombrear com a brilhante Meryl Streep (Olivia Colman é FANTÁSTICA!). Tyrannosaur conta com uma fotografia intensa e trabalhada, que nos transporta para uma ambiente frio, cinzento, tenebroso. E ainda se arrisca numa inesperada banda-sonora, que acrescenta alguma cor e alguma harmonia a uma história que em tudo é deprimente. Para mim, Tyrannosaur foi um momento delicioso.


Nota Final:
A-


Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Paddy Considine
Argumento: Paddy Considine
Ano: 2011
Duração: 92 minutos

THE IRON LADY (2011)


"It used to be about trying to do something. Now it's about trying to be someone."

Duvido que em 2011 exista alguma interpretação deste nível. Meryl Streep é, sem dúvidas, para muitos dos amantes do cinema, uma das mais carismáticas e completas actrizes da história do cinema. É difícil sair-se mal e é frequente vê-la a ser brilhante. Num mundo justo, esta seria a interpretação vencedora da estatueta dourada para Melhor Actriz. É arrebatador o seu trabalho.



Quanto ao filme, a história é outra. Saiu mal. A intenção foi a melhor (percebe-se isso, pela forma cuidada como se envolve a atmosfera à volta da personagem de Meryl Streep) mas não era assim que o filme deveria ter sido reproduzido. Está tudo errado infelizmente. Pegou-se numa Margaret Thatcher decadente, decrepita, senil e completamente acabada e, a espaços, foi-se reconstruíndo o seu passado, sem lógica e praticamente sem qualquer critério. Para os mais desatentos, The Iron Lady, um filme que tinha tudo para nos contar uma história apaixonante, inspiradora e emotiva, transforma-se num filme cansativo, pachorrento e maçador. Não existe o enorme sentimento de glória, confiança e carisma que se viu na mulher que liderou uma nação. Não é transmitida a sua verdadeira história, não é transmitido o carisma e a força desta mulher de ferro.



Foi pena terem entregue este projecto a Phyllida Lloyd. Margaret Thatcher, a Grã-Bertanha, a interpretação de Meryl Streep mereciam algo melhor. Algo muito melhor. Mereciam, pelo menos, um filme que acompanhasse a qualidade da interpretação da maior diva viva do cinema. Em The Iron Lady, há muita Meryl Streep para tão pouco cinema.


Nota Final:
D+



Trailer:





Informação Adicional:
Realização: Phyllida Lloyd
Argumento: Abi Morgan
Ano: 2011
Duração: 105 minutos.


WARRIOR (2011)




Warrior. Título, Poster e Descrição: Foleiros. Mas desenganem-se os mais cépticos. Aqui há filme! E uma das mais agradáveis surpresas deste ano. E há também uma interpretação estupenda: Nick Nolte, enche o ecrã e o filme e deixa-nos a prova de que é possível fazer uma grande interpretação com um pequeno papel.


Warrior é um filme destinado, principalmente, aos fans dos filmes de acção. Mas chama por todos nós. A história trágica da família Colon, onde um pai alcoólico e irresponsável (Nick Nolte) leva à separação precoce de dois irmãos. Brendan (Joel Edgerton), o mais velho, fica com o pai. Tommy (Tom Hardy) acompanha a debilitada mãe, que acaba por morrer anos depois da separação, vítima da angústia e dos maus tratos que sofreu durante o casamento. Separados durante largos anos, Tommy decide um dia voltar a Pittsburgh, a casa do pai, não para o perdoar, mas para lhe pedir que o treine e o prepare para o mais lendário dos torneios MMA de sempre: uma luta mundial, que envolverá os dezasseis melhores lutadores do mundo e cujo prémio final serão uns aliciantes cinco milhões de dólares.


Desconhecendo por completo tudo isto, e de relações cortadas com o seu pai, Brendan vive uma tranquilamente como professor de física. É casado, tem duas filhas que ama e uma vida feliz. Até que a renda da sua casa aumenta bruscamente e Brendan se vê obrigado a regressar aos combates de luta livre e a um passado de lutador profissional que jurou nunca mais abraçar. Contra a resistência da sua esposa (Jennifer Morrison), Brendan volta ao ginásio e arrisca a sua sorte no lendário torneio de MMA. O reencontro é inevitável.



Warrior é surpreendente. Em tudo. Na intensidade e realismo das suas cenas. No profissionalismo dos seus actores. Na interpretação fantástica de Nick Nolte. Na edição e enquadramento de cada momento e de cada cena. Warrior não é só mais um filme. Warrior é um dos melhores filmes de 2011.

Nota Final:
B+



Trailer:




Informação Adicional:
Realização: Gavin O'Connor
Argumento: Gavin O'Connor, Cliff Dorfman e Anthony Tambakis
Duração: 140 minutos
Ano: 2011

THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO (2011)




Antes de começar, quero deixar aqui bem claro que o filme de David Fincher não é nenhum re-make do filme de Niels Arden Oplev, sobre o qual vos falei aqui no ano passado. É sim, uma nova adaptação, independente, do grande sucesso literário Millenium 1 de Stieg Larsson e quem vê os dois filmes percebe que há claras diferenças entre ambos.


A começar pela banda-sonora de Trent Reznor. Provavelmente, a melhor deste ano. O clima com que carrega todo o filme, com que suporta toda a tensão que se vai criando e auto-alimentando, é soberba e tem, como ponto alto, a sequência inicial que deixei há dias aqui no blogue. Muitos dizem ser o melhor momento do filme. Eu não acho. The Girl with the Dragon Tattoo vale pelo seu todo. É uma história construída com consistência. É trabalhada com minúcia e elegância. E David Fincher, fruto da sua enorme experiência, fez um trabalho estupendo onde era proibido falhar: Lisbeth Salander (Rooney Mara) é, também neste filme, a pedra basilar. É a grande revelação que certamente dará que falar nos próximos anos.


A história, um thriller marcado pela imprevisibilidade e pelo mistério de um conjunto de assassinatos misteriosos há mais de quarenta anos, levam Mikael Blomkvist (Daniel Craig), um prestigiado jornalista sueco, a deslocar-se até à ilha onde a família Vanger se instalou, há mais de um século. Aos poucos, começa a descobrir a dimensão de um trabalho que começa com a descoberta de um simples desaparecimento. Com a ajuda da hacker Lisbeth Salander, Mikael acaba por se envolver numa história para a qual não estava preparado e que nunca esperou poder descobrir.


Se o leitor não viu a versão Sueca do filme, ver a versão de Fincher é uma óptima opção. Não fica atrás da qualidade do filme de Oplev, e percebe facilmente (depois de ver as duas versões), porque é que Fincher é um realizador com nome, prestígio e reconhecimento firmados. O seu dedo e a sua arte notam-se vivamente na sua versão. E das duas, esta é claramente a minha favorita.


Nota Final:
A-


Trailer:




Informação Adiconal:
Realização:
David Fincher

Argumento: Steven Zaillian e Stieg Larsson
Duração: 158 minutos
Ano: 2011