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DIAL P FOR POPCORN

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SELMA, de Ava DuVernay

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É bom quando não se complica aquilo que tem tudo para correr bem. E um filme com Martin Luther King, sobre as suas causas, que reconstrói um momento importante da sua longa e fatal caminhada, tem os ingredientes necessários para começar com o pé direito. Se o embalarmos com um groove muito característico do soul americano, continuamos no caminho certo.

 

Mas só isso não chega.

 

Precisamos de um actor à altura de um personagem tão nobre e carismático como o foi Martin Luther King. E David Oyelowo cumpriu com aquilo que lhe era exigido. Precisamos de trabalhar o argumento e torná-lo apetecível ao ponto de um obstáculo, no meio da longa caminhada pela igualdade dos direitos dos americanos de raça negra, fosse mais do que uma mera ponte. E a caneta de Paul Webb encontrou a câmara de Ava DuVernay para juntos darem forma a Selma. Um episódio incrível da luta dos negros e dos brancos que viram para lá da densa cortina do racismo. Que tiveram forças para ultrapassar barreiras nunca antes importunadas. Selma é uma bonita homenagem aos mais corajosos.