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DIAL P FOR POPCORN

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MAD MAX: FURY ROAD, de George Miller

Como se tivesse corrido sem parar durante duas horas.

 

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É este o patamar para onde George Miller nos catapulta. Catapultar: é uma boa forma de explicar o verdadeiro roller coaster em que nos metemos quando decidimos entrar na sala de cinema para ver Mad Max. Está aqui um belo pedaço de arte. Conseguir que um filme acelere até aos 100km/hora em menos de 2 minutos para aí se manter durante os 118 minutos que se seguem é uma façanha que merece o respeito do público. Ver Mad Max é como entrar num pesadelo muito muito muito sombrio, estar sufocado num mundo onde o caos se instalou, onde a gestão dos recursos naturais comanda as milícias fortemente armadas e onde os misfits pagam com a vida a impertinência da sua coragem. E pagamos com emoção, suor e desconforto todo o suspense que Mad Max tem para nos oferecer. A cadeira é um espaço demasiado constrangedor, que limita o nosso entusiasmo.

 

Merecia ser visto no ecrã gigante de um estádio de futebol, de pé, com várias cervejas na mão. Até porque pelo meio mete um Tom Hardy e um Nicholas Hoult a darem tudo.