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DIAL P FOR POPCORN

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FEHÉR ISTEN, de Kornél Mundruczó

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Podia ter colocado o título internacional. Mas assim só lê quem está mesmo com vontade de conhecer um dos filmes que mais impressionou Cannes no ano passado. Habitualmente, os filmes sobre/com cães só têm dois finais possíveis: ou o cão morre ou o cão vive. Em ambas, o público chora.

 

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No entanto, o filme de Mundruczó é mais do que isso. Consegue que o espectador se sente de costas direitas na cadeira do cinema. Faz nascer, dentro da cabeça do espectador, uma interrogação, um "espera lá...". Somos uma raça habituada a chegar, ver e vencer. A definir as regras do jogo. E a nossa prepotência é, para nós, um dado adquirido. Está tão enraizada e é tão natural que, quando alguém decide alterar as regras do jogo, chocamo-nos perante tamanha ousadia. É com estas ideias preconcebidas que Mundruczó transforma White God num filme vencedor.

 

Não peguem neste filme à espera que um Marley morra no fim. Isso é na porta ao lado.