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DIAL P FOR POPCORN

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BRITISH TV - Misfits

British TV é nova crónica mensal do Dial P for Popcorn. Tem como objectivo dar a conhecer séries britânicas, com a qualidade característica dos ingleses, local de inspiração e (fraco) plágio da Televisão Americana.

MISFITS


Como incondicional Fã da televisão britânica, e uma vez que o Jorge nos dá a conhecer uma enorme variedade de séries americanas, considerei importante, para o leitor, a criação de uma crónica mensal sobre séries britânicas. Mensal, para que o leitor tenha tempo de digerir e analisar cada uma das séries sobre as quais vou falar, espero que British TV se torne uma crónica do agrado de quem visita o blogue, permitindo a divulgação de séries de grande qualidade que, infelizmente, pouca divulgação têm em Portugal.

Esta não é a primeira vez que vos falo sobre a minha admiração pelos ingleses. Merlin, Black Adder, Only Fools and Horses e The Inbetweeners foram já por mim analisadas e aconselhadas. Qualquer uma delas é uma grande série, todas elas divertidas e originais.


E começo por uma escolha controversa. Uma escolha que fará torcer o nariz de muitos dos que estão agora a ler esta crónica. É uma escolha arriscada, pelo conteúdo (aparentemente) barato e escandalosamente explorado das histórias de super-heróis.



Sim, à primeira vista MISFITS é mais uma série sobre super-herois. Cinco miudos, aparentemente "normais", estão no sítio errado, à hora errada. Mas, a aparente banalidade de mais uma série sobre super-heróis, começa a ser posta em causa pelo peculiar facto de Nathan, Kelly, Simon, Curtis e Alisha se encontrarem a cumprir trabalho comunitário por distúrbios na sociedade: Roubos, drogas, vandalismo. Cinco jovens, sem uma beleza extrema e um carimbo de sex-symbols, numa representação adequada daquilo que é a sociedade moderna.



Arruaceiros, mal-educados, insurretos, são surpreendidos pela queda de um trovão que ao cair sobre eles altera radicalmente as suas vidas. Mas, em MISFITS os super-heróis não são carregados da surrealidade a que séries como Heroes nos habitou. Tudo acontece com calma, com naturalidade. Os poderes, embora irreais, são todos eles criados e adequados
a cada uma das personalidades, como uma extensão dos desejos mais profundos das personagens.


Mas os poderes e a acção foi o que menos me cativou nesta série. MISFITS é diferente pelo seu conteúdo. Pelo argumento fantástico de cada episódio, pelo sublime humor negro, pela naturalidade com que temas controversos como a gravidez, o sexo, a homossexualidade são abordados. Pela forma como as cenas são montadas e editadas. Tudo com uma carga de humor intensa, diversificada e inteligentíssima.



A juntar a isto, temos uma banda sonora fantástica. Possivelmente a melhor que vi até hoje numa série britânica. Variada, utiliza desde b-sides dos The Rapture, até Echo and the Bunnymen, Joy Division, LCD Soundsystem, Hot Chip, Klaxons, Metronomy, Kasabian, Justice, Adele, Damien Rice, Blur... Enfim, uma variedade enorme que enriquece a série a torna ainda mais especial.


Por fim, uma referência à grande estrela da série. Um protagonismo conseguido, não pela força do argumento, mas pela força de uma personalidade artística fantástica, um talento natural e uma piada espontânea: Robert Sheehan vai, naturalmente, ser uma grande estrela do cinema e da televisão. Nathan, a personagem que ele protagoniza é, sem dúvidas, a mais carismática de toda a série e aquela que mais empatia criará com o leitor.

Com seis episódios em cada temporada, num total de duas (a terceira temporada deverá chegar no final deste ano), MISFITS foi o vencedor do BAFTA de 2010 para Melhor Série de Drama. A juntar a todo o meu entusiasmo, MISFITS é a garantia de uma série divertida, irreverente, original e peculiar. O leitor não se arrependerá de a conhecer.


TRAILER

(Uma vez que não o consegui incorporar, fica aqui o link!)

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